Conto: Meu Passado me Condena (parte I)

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Uma vez que postar meus contos aqui no blog se tornou uma idéia tão boa - desse jeito todo mundo tem acesso a uma parte do meu trabalho, além de ser divertido - resolvi hoje que ia postar mais um (especialmente porque a leitora Stella que acabou de ler o conto Luiza me cobrou isso hehe). Então pedi pra vocês votarem no título que mais agradava lá no meu twitter, e deu no que deu.
Então, a partir de hoje, posto esse meu conto. Não vou dizer do que se trata, prefiro deixar pra surpresa. Não sei ao certo em quantas partes ele será dividido, porque é um conto bem grande. Veremos. Não se esqueçam de comentar pra eu saber se vocês estão acompanhando - e também se estão gostando, né? :)
Boa leitura!

Bienal do Livro RJ - 3º Dia

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Uhul, estou de volta! E hoje, pra reviver o meu terceiro e, infelizmente, último dia de Bienal do Livro :(
Vou confessar que reviver esses dias é ao mesmo tempo maravilhoso (porque foram dias lindos, em que muita coisa legal aconteceu) e doloroso (porque já acabou e vou ter que esperar um ano inteiro pra próxima Bienal, aqui em SP). Mas dividir isso com vocês é quase que uma obrigação, né? Então, vamos lá.
Pro domingo, dia 04 de setembro, eu e a minha melhor amiga/assessora/louca Andressa tínhamos muita coisa planejada. Ou quase. Levantamos super cedo, nos trocamos, pegamos a nossa trouxinha e partimos pra pegar carona com a Mare Soares (diva e anjo da guarda master) de novo. Chegamos na Bienal razoavelmente cedo - mas não o suficiente se você, como a Andressa, ainda tinha que pegar a fila pra comprar o ingresso antes de entrar.
a credencial
Toda essa lotação simplesmente porque domingo foi dia da diva/cantora/atriz/escritora/futura mamãe Hilary Duff dar o ar de sua graça no evento. O que significava vários fãs loucos e uma fila absolutamente quilométrica, é claro. Burlei esse pedaço chato com a ajuda da minha fiel escudeira, a credencial (aquele crachá megachique de quem trabalha na Bienal, ou é autor, ou algo do tipo) e cheguei à fila da distribuição de senhas antes mesmo de os portões da Bienal serem abertos - eu e mais um monte de funcionários. Reconheço que isso é um saco em consideração àquela galera que ficou HORAS na frente do Riocentro esperando, mas não me sinto mal por isso; eu tinha uma vantagem e usei pra algo que eu queria muito. Pra compensar essa vantagem, ouvi uns gritos histéricos de meninas inconformadas e não corri atrás pra ver a palestra com a Hilary que seria dada antes dos autógrafos. Afinal, quem não conseguiu senha pra autografar pelo menos poderia vê-la na palestra.
De qualquer maneira, senha na mão, fui às compras. A Andressa já tinha sumido com mil amigas (como essa menina é pop!) e eu estava no meio de três pavilhões abarrotados de gente livros, então, nada melhor, certo? E vou te falar. Em questão de duas ou três horas, eu já tinha comprado praticamente tudo. Seis livros. Meus braços estavam doendo loucamente.
Deixei tudo num cantinho escondido do estande da Above (onde eu estava expondo), e fui encontrar de novo com o povinho da NRA que ainda estava lá, porque domingo também era dia de autógrafos com o meu divo e xuxu Douglas Marques, autor do livro Cartas de Siracusa. Livro que, por sinal, EU GANHEI. NUM SORTEIO. Juro que nem eu (nem o Doug, aliás) acredito nisso!!
Então, antes de começarem os autógrafos do Doug, fomos dar um rolê. Distribui panfletos do meu livro, visitamos a tal da Maré de Livros (meio sem gracinha), rimos à beça, fofocamos, trocamos figurinhas.. e eu já precisava voltar pra fila da Hilary. Lá fui eu.
Não vou contar em detalhes toda a louca experiência de fila porque algumas coisas sobre a má organização desse evento me deixam meio irritada. Resumindo a história, tinha uma fila que se desfez e fez todo mundo ir pro outro lado do maldito pavilhão, e eu, que estava razoavelmente na frente, fui parar no fim da fila. Duas horas e meia depois, na companhia da Andressa e da linda/fofa/ídola blogueira Julianna Steffens do blog Lost In Chick Lit, chegou a minha vez. E eu tremia.
Andressa e a Kim Edwards
Foi tudo muito lento, por mais incrível que pareça. Entre o momento em que o funcionário da editora nos disse como proceder e a hora que saí da sala com meu autógrafo, parece que correu um dia todo. Imagina entrar e ver aquela... princesa. Barbie. Linda. Sua ídola de infância. Eu tremia que nem vara verde! Então, de repente, eu estava lá e ela me abriu aquele sorrisão, e dei o livro pro segurança dela, e desembestei a falar.
Eu e a Kim Edwards
Falei que era escritora, e que estava autografando na Bienal também, mas que não podia deixar de ir vê-la, e que estava adorando o livro (do qual eu realmente só tinha lido umas 20 ou 30 páginas durante o tempo de fila). Ai ela me olhou super curiosa e perguntou sobre o que era o livro, se também era pro público YA (young adult, jovem-adulto), e disse que era uma pena que ele não fosse em inglês porque adoraria poder ler. Ai, enquanto ela autografava, o segurança dela (um cara enorme e tatuado, mas MUITO legal!) começou a conversar comigo, perguntou de onde eu era e ficou chocado quando eu falei que era Brasileira. E começou a elogiar meu inglês (me senti HAHA) e a perguntar se eu já tinha ido pra fora, e no final tudo isso se tornou uma grande discussão sobre Canadá x EUA. De repente, a Hilary estava se levantando, me deu um abraço, me desejou sorte, tirou uma foto comigo, e eu estava indo embora, atônita, trêmula e sem nem conseguir processar as idéias direito.
indo pra casa #fail
Foi louco. E foi lindo. E eu faria tudo de novo com o maior gosto!
Depois daí, dei mais umas voltas, mostrei meu autógrafo toda orgulhosa, consegui um autógrafo com a autora Kim Edwards (autora de O Guardião de Memórias) num papelzinho, porque não tinha o livro dela comigo, e, quando dei por mim, o dia estava acabado e estávamos no ônibus de volta pra casa.
Só digo uma coisa: essa Bienal foi a mais insana e a melhor de todos os tempos, e sinto uma falta absurda de cada momento! Tenho certeza de que daqui pra frente serão todas igualmente legais. E eu mal posso esperar!
Beijos pra todo mundo!!

Bienal do Livro RJ - 2º Dia

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Demorei, mas voltei. hehe
Dando continudade às aventuras na Bienal, chegamos ao sábado, 03/09. Que foi provavelmente um dos dias mais engraçados de todos os tempos.
No sábado, eu e a Andressa dormimos até um pouco mais tarde e chegamos na Bienal só na hora do almoço - um péssimo horário pra chegar se você é pobre e está sempre com fome, porque na Bienal, tudo era uma fortuna. Resultado: almoçamos pão com mortadela de novo. Mas tudo bem. Pique recobrado, voltamos pro estande.
Conheci vários blogueiros e amigos que eu só conhecia na internet, além de amigos de amigos e outros escritores e gente de mil lugares. O Marcos Monjardim acatou ao meu pedido e veio lá da terra dele no nordeste até a Bienal pra dar uma geral e conhecer pessoas, e passou por lá pra me dar um oi e levar o exemplar dele do Bruxas pra eu autografar pessoalmente. Além dele, ainda conheci a galera da Nossos Romances Adolescentes (comunidade no orkut onde eu comecei a escrever e divulgar meus contos e livros), com quem mantenho contato há anos e nunca conheci. Eles passaram no estande, fizeram o maior escândalo (o lindo Douglas Marques ficou gritando meu nome histéricamente como se eu fosse alguma ídola sagrada), tiramos várias fotos, fofocamos... na verdade, foi como se todo mundo já se conhecesse, o que foi a parte mais legal. Sem momentos estranhos. Tantos anos de convivência cibernética fizeram sobrar assunto ao vivo! No fim das contas, o estande da Above se tornou um ponto de encontro e de referência pra todos eles se encontrarem na Bienal.
Sábado também foi dia do pessoal do Selo Brasileiro causar muito na distribuição de adesivos do Selo e propagandear geral. A Babi Dewet descolou ainda um amigo dela pra se fantasiar de Daniel (que não sabe do que eu estou falando, vá ler Sábado à Noite) e ficar tocando no estande. Chamou a maior atenção, além de ter sido super divertido. Além de músicas do McFly, ele tocou algumas outras - como a Musa do Verão, né, Andressa? (piadas internas, LOL)

Pra completar, nós de novo invadimos o Livro em Cena pra angariar apoio de famosos. Um ator global (cujo nome eu simplesmente não me lembro) saiu do auditório e veio até nosso estande baterpapo e fuçar nos livros (além de tirar umas mil fotos com a gente). E, mais tarde, nós entramos pra falar com a Elba Ramalho, que além da atenção e das fotos, ganhou alguns dos livros do Selo de presente (notem que ela está segurando o Bruxas na foto!! UHUL)
É isso aí! Volto com o meu último dia de Bienal assim que der! Muita coisa pra contar ainda!
Mil beijões!

Resultado da Parceria

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Pra vocês blogueiros, que se inscreveram, que pediram, que torceram, eis o resultado!
Pra mim, uma luta dura. Caraca, tantos blogs legais se inscrevendo! É tão bom pra mim saber que tem tanta gente legal querendo ler o Bruxas que eu nem sei o que dizer! Então, antes de qualquer coisa, obrigada! E que essa escolha entre tantos blogs não signifique pra ninguém que eu deixei de gostar de uns e outros ou que os blogs não são bons. Foi muito difícil escolher, juro! Foram 25 blogs inscritos, e até hoje à tarde eu tinha sete blogs na lista final, e só fui me decidir há pouco mais de uma hora! Mas aqui estou eu, muitas resenhas e análises e pensamentos e suspiros depois, com a escolha de um blog que eu gostei, cujas resenhas eu achei super boas e que, eu espero, vai curtir essa parceria tanto quanto eu!
Então parabéns à Raphaela do blog Doce Encanto, que agora é a minha mais nova parceira!
Estou te mandando um e-mail agorinha! Agora a gente se fala!
Beijocas pra todo mundo!

Bienal do Livro RJ - 1º Dia

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Galera do Selo Brasileiro

Como todo mundo sabe (já que eu anunciei loucamente durante vários dias) eu estive na Bienal do Livro do Rio de Janeiro durante o último final de semana. E como esses três dias foram os mais frenéticos de toda a minha curta carreira, resolvi dividir o post sobre a Bienal em três partes, de modo que eu pudesse contar melhor tudo que rolou.
E olha, que loucura! Quando estava só planejando a Bienal, eu já sabia que ia ser uma piração completa, mas meus pensamentos não foram nada em comparação com o que realmente foi essa Bienal!
Só pra começar, você, que nunca foi na Bienal do Rio, tem alguma idéia do tamanho daquele negócio? Eu achava que a Bienal de SP era grande. Eu achava que o pavilhão do Anhembi era gigantesco. Até que descobri o Riocentro e vi que o Anhembi cabe gentilmente dentro de um dos TRÊS pavilhões ocupados pela Bienal do Rio.
Mas antes mesmo de saber como aquela coisa era enorme, eu e a minha amiga/assistente/dona-da-casa-onde-eu-fiquei, Andressa tinhamos outra preocupação: como levar os cem livros que eu possuía da Tijuca até a Bienal? (pra quem não sabe, é LONGE. Procurem no Google Maps!)
Socamos tudo numa mala que ficou com o gentil peso de 25kg, e estávamos em cólicas só de pensar em arrastar aquele negócio até o ponto de ônibus, conseguir pegar um ônibus e descer na Bienal. Tipo, com certeza iam linchar a gente por causa daquela mala! Sem contar que estava super pesada. O que fazer?
Foi ai que a LINDAFOFASUPER da Mare Soares (que fez aniversário anteontem, parabéns Mare!), no meio de uma conversa sem noção, disse que morava na Tijuca. E super perto da casa da Andressa. Conseguimos carona /todoscomemora!
Depois de várias curvas e uma viagem extensa, chegamos a Avalon à Bienal! Enquanto eu e a Mare entrávamos pela área de serviço graças à credencial, a Dessa deu a volta pra comprar seu ingresso. O estande da Above, onde a gente ia ficar, é bem perto da praça de alimentação do pavilhão verde e bem em frente ao Livro em Cena - onde atores da Globo e outros famosos vão ler trechos de livros clássicos todos os dias. Arrumados os livros na prateleira, é hora de vender.
Foi uma doideira. Sexta-feira era dia de visitação escolar, então grande parte do público consistia em professores, crianças e pré-adolescentes - não exatamente o público em potencial, mas nada que a gente não possa vir a mudar. Pra complicar a situação, bem do lado do nosso estande estava o estande da Online Editora - a mesma que publica pôsteres e revistas de Rebelde, Justin Bieber e outros astros teen. Já viram, né? Todo mundo que chegava perto da gente ia imediatamente correndo gritar por Rebelde. Competição injusta!
eu e a Lu Rangel, mortas depois da Bienal
Mesmo assim, a minha assessora de imprensa Andressa conseguiu descolar vários leitores com a sua lábia incomparável. Posso dizer que sexta-feira foi o dia que eu mais vendi aleatoriamente e o dia em que conheci mais leitores novos, porque praticamente todo mundo que levou um livro meu não me conhecia. Foi super legal, conheci várias meninas super divertidas, dei muita risada, conversei pra caramba com novos e antigos leitores, pus a fofoca em dia com os outros autores do Selo Brasileiro... e consegui uma foto do Eriberto Leão. O pessoal do Selo conseguiu uma foto COM ELE, mas eu não estava perto nessa hora ¬¬
Status do primeiro dia: LOUCAMENTE DEMAIS.
Volto depois pra contar dos outros dias, galera! :)
Beijões!
 
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