Promoção de Fim de Ano na Amazon

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Todo ano, eu faço uma super promoção na Lojinha pra limpar os estoques. Como este ano várias mudanças aconteceram - meus livros independentes deixaram de ser publicados em formato físico, e eu saí da Editora Literata - isso não foi possível este ano. Mas isso não significa que não vá ter promoção!

Por este motivo, de hoje até o dia 2 de Janeiro, vocês encontram TODOS os meus livros - isso mesmo, desde as publicações independentes até a série Coração da Magia - para serem baixados DE GRAÇA no site da Amazon Brasil! É só clicar e pronto, eles serão baixados no seu Kindle ou no seu celular em questão de segundos!

Gostou da novidade? Então corra pra aproveitar: http://bit.do/LariNaAmazon

Epitáfio

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Aqui jaz uma avó. Uma mãe de família. Criou sete filhos, ajudou a criar mais de dez netos. Cuidou do marido. Deixou para trás muita história pra contar.

Um dos meus grandes arrependimentos - embora não seja, de fato, minha culpa - é não ter muitas lembranças do tempo em que minha avó estava boa. Depois da morte do meu avô, onze anos atrás, vovó entrou numa espiral decadente e inevitável de velhice. O tempo cobrou seu preço em consciência, lucidez e saúde. Não havia nada que ninguém pudesse fazer. Assisti por anos enquanto a vida a levava para longe.

Me lembro dos momentos de graça triste, quando suas confusões mentais se tornavam piadas. Fechar as janelas quando chovia na novela das 8, brigar com o cara do Jornal Nacional, dizer que o Gianechinni era, na verdade, seu marido. Quase tudo que me lembro dela não era real. Às vezes acho que não aproveitei minha avó como deveria, antes de se tornar impraticável. De novo, não havia nada que eu pudesse fazer. Mas numa hora dessas a gente se sente um tanto culpada.

É muito cruel se sentir aliviada pela morte de alguém? É muito ruim respirar tranquila quando alguém se vai, por que o sofrimento contínuo é pior do que o baque do momento? Quão ruim uma pessoa tem que ser pra controlar as lágrimas pensando "até que enfim"?

Vovó Clarinha. Nunca quis que você se fosse. Mas também nunca desejei que sofresse. Dos males da vida, o menor é a morte. Me despeço de você hoje admirando-a como a guerreira que foi nos últimos dez anos, e como a mulher que as memórias contadas me dizem que você era. Vá em paz, enfim livre para descansar. Um dia a gente se vê de novo.

Larissa Responde #15

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Votação: Desafio Literário 2015

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No início do ano, anunciei que faria uma coisa diferente em 2014: ao invés de me preocupar só com os livros da pilha já enorme de não-lidos, daria uma chance pra também reler alguns livros que li há algum tempo, e que gostaria de "revisitar". Todas essas impressões foram passadas a vocês através da série de vídeos do Desafio das Releituras - que eu consegui concluir com um sucesso razoável, faltando só um livro pra completar a proposta de 12 volumes no ano.

Um desafio acaba, outro começa. Há algum tempo, venho pensando em me propor um novo desafio para o ano que vem. Tive muitas ideias, e não consegui decidir por nenhuma; por isso, resolvi que quem vai escolher são vocês!

Abaixo, listei algumas propostas pro ano que vem. Seja qual for a vencedora, vai seguir o padrão do Desafio das Releituras: 12 livros no ano, um por mês, com resenha no canal pra vocês acompanharem o processo :) Então leiam com atenção e depois selecionem uma opção na enquete que está afixada na barra esquerda aqui do blog. A enquete encerra no dia 31 de Dezembro ;)

To Be Read Jar

E se cada mês fosse uma surpresa? Eu fiz um "To Be Read Pig" (vídeo aqui) há alguns meses, mas o usei em pouquíssimas ocasiões desde então. Tenho uma centena de livros para ler, e o porquinho está cheio de títulos bacanas. A contar de Janeiro, eu sortearia um livro, leria e faria a resenha, sorteando o seguinte no vídeo de cada mês.

Só Clássicos

Dickens, Jane Austen, Irmãs Brönte, Machado de Assis... existem muitas obras célebres por aí, grande parte das quais eu não li. Confesso que não sou uma pessoa muito dada a obras clássicas, mas transformar isso num desafio literário me permitiria expandir meus horizontes e também me obrigaria a dar mais atenção a livros que eu geralmente evito.

Primeiro Livro

Que tal dar a vez a alguém que acabou de começar? No Brasil ou fora dele, autores lançam suas obras de estréia o tempo todo. Neste desafio, todo mês vou ler o primeiro livro de qualquer autor - obrigatoriamente lançado à partir de Novembro de 2014, pra ser uma coisa mais atual - e resenhar pra vocês.

É isso! Não esqueça de deixar seu voto na enquete ali ao lado!
Tem alguma proposta de desafio? Deixe nos comentários ;)

#AmorPlusSize: quando a brincadeira machuca

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Quando eu tinha mais ou menos uns sete ou oito anos, descobri que tinha miopia. Depois de passar por todos aqueles exames clínicos de enxergar letras, ver figuras numa máquina e pingar um colírio que me deixou cega por algumas horas, fui pra ótica e encomendei meu óculos. Era azul, minha cor favorita, e veio numa caixinha da Turma da Mônica. Comecei a usá-lo alguns dias depois.

No mesmo dia, recebi o delicado apelido de "baleia de óculos".

Não sei quem foi que me apelidou desse jeito. Não me lembro e não guardei rancor da pessoa. Seja como for, o apelido não pegou - em parte, talvez, porque foi repreendido veementemente pela minha professora do primário, e em parte porque eu me dediquei a arranhar o braço de qualquer coleguinha que me chamasse assim. A violência foi a minha arma de combate, naquele ano como em muitos depois. Nunca fui vítima do que pode ser considerado um bullying pesado, mas me armei como pude pros momentos em que a gozação corria solta. Me protegi por fora, mas não tinha nada pra me proteger por dentro. Posso não lembrar quem foi autor do abuso, mas certamente me lembro das palavras. Palavras marcam.

Uma das minhas partes "preferidas" na construção de Amor Plus Size foi lidar com o bullying. Como já disse em posts passados, a Maitê tem sua nêmesis em Maria Eduarda, a "princesa do reino dos perfeitinhos", segundo descrição de uma de suas amigas. Ao contrário de mim, Mai sente as implicâncias diariamente, diretamente, e não se defende porque acredita que não há nada que ela possa fazer contra sua agressora além de ignorá-la. Maitê é vítima calada, como tantas outras pessoas por aí, de abusos constantes dos quais ela não sabe se defender.

Muita gente vai passar por essa vida sem saber o que é o estigma e o peso que o bullying pode acarretar sobre uma pessoa. Há quem ache que sequer é um problema a ser levado a sério - pra alguns mais leigos, não há nenhum dano permanente em um apelido pejorativo, nada demais em uma brincadeirinha inocente, nada com que se preocupar se não houver dano físico. É preciso passar por isso, ou ao menos observar de perto, para entender que não há inocência nenhuma em atitudes como essas. As agressões psicológicas podem ser tão ruins ou até piores do que qualquer agressão física direta. Pergunte a qualquer um que tenha passado por isso. Você esquece a dor de um tapa, mas nunca deixa passar a humilhação de meia dúzia de palavras. Essa dor marca e molda as pessoas. E vai além de uma questão participativa. Quando você faz ou ri de uma brincadeira de mal gosto, quando você vê alguém fazendo e não defende, quando você é condescendente com o bullying, você o pratica também, e o fortalece por isso.

Não sou nenhuma especialista no assunto, longe de mim. Não acho que me caiba aconselhar ou guiar ou sugerir o que fazer. Mas espero que, seja com o livro no futuro, seja com este post agora, eu consiga plantar uma sementezinha de gentileza na cabeça de cada um que ler. Tenha um pouco mais de amor ao próximo. Se não tiver algo bom a dizer, então não diga nada. Pratique o bem. Seja mais cuidadoso com as suas palavras. Você não sabe a dor que elas podem infligir às outras pessoas. Talvez, na próxima, o machucado seja você.

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Demi Lovato Book Tag

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PERGUNTAS:

1) Fire Starter: livro com o seu personagem badass preferido
2) Gift of a Friend: livro com a melhor amizade
3) Really don't care: livro que você sempre vai defender
4) Who's that boy: livro com seu personagem masculino preferido
5) Fix a heart: um livro que te dá dor no coração
6) Made in the USA: livro com o melhor relacionamento
7) Together: um livro que tenha uma mensagem forte
8) Let it go: um livro que você abandonou
9) Everything you're not: um livro que não foi nada do que você esperava
10) Don't forget: um livro que você tenha há muito tempo na estante e ainda não leu

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Esta é a primeira tradução da TAG para o português. Se for usar, dê os devidos créditos ;)

Caderno de Segredos

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Há muito tempo, venho falando em fazer uma surpresa. Em um dos Diários de Escrita, comentei que tinha vontade de fazer alguma coisa com as crônicas que posto a mais de um ano no Biblioteca Empoeirada. E agora chegou o momento.

Caderno de Segredos é uma coletânea de contos e crônicas divididos em três partes. Algumas delas vocês já devem ter visto no Biblioteca, e outras são totalmente inéditas. Em cinco anos de carreira, juntei muita coisa - e muita criatividade - e achei mais que justo dar esse presente pra vocês.

Então aproveite e baixe em algum dos links a seguir no formato que desejar. O e-book ficará disponível também na Amazon dentro de alguns dias ;)

PDF
E-PUB
MOBI

Boa leitura!

PS: Obrigada à fofolete Maria Salles pela capinha linda de presente ♥

5-Year-Plan

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Novinha, com meus dois
primeiros babys na mão
Esse mês, completo cinco anos de carreira literária. É estranho pra mim falar em cinco anos, quando, ao mesmo tempo, parece que faz muito mais do que isso e que comecei apenas ontem. Mas em Novembro de 2009, uma menina de dezessete anos descobriu, por indicação de uma amiga, um site de autopublicação, resolveu investir nisso, e aqui está ela hoje.

As coisas mudaram bastante em 5 anos. Quando eu comecei, não conhecia ninguém do meio literário, e ninguém me conhecia. Eu não sabia o que estava fazendo, não sabia onde era seguro pisar, não sabia pra que lado correr. Tinha dificuldade em tudo, desde fazer propaganda até contar a sinopse dos meus livros. Achava que seria mais fácil do que realmente foi, e mais rápido do que veio a ser. Me frustrei muito. Chorei um bocado. Mas aprendi bastante. Hoje, eu tenho um certo orgulho em dizer que não sou a pessoa mais famosa do universo, mas existem várias pessoas que já ouviram falar de mim em algum lugar. Conheço um bom número de profissionais da área, entre autores, revisores, capistas e editores. Já descobri em que e em quem posso confiar ou não, aprendi alguns caminhos seguros (embora ainda me meta em uma ou outra roubada), tenho mais confiança em mim mesma. Não sou mais a menina que gaguejava pra falar e que tinha vergonha de admitir que era escritora, mas confesso que o nervosismo ainda me balança quando vou apresentar um evento ou algo do gênero. Escrevo melhor hoje do que quando comecei. Não sou perfeita, não sou à prova de falhas, nem todo mundo gosta de mim, mas andei um bom caminho. E tenho muito do que me orgulhar.

Autografando a primeira edição
de As Bruxas de Oxford
Completar cinco anos desde a minha primeira publicação (que, a título de curiosidade, foi Toda Garota Quer, caso vocês não saibam) faz com que eu pense no que vai ser a vida daqui pra frente. Lá atrás, meu 5-year-plan (plano de cinco anos) incluíam dar a volta ao mundo, ser descoberta por uma mega editora e casar. Hoje eu não tenho mais namorado, viajei pra alguns países e estou momentaneamente sem editora, mas os plot twists da vida não me deixam perder as esperanças. Se tem uma coisa que aprendi nesses últimos cinco anos é que não vale a pena planejar tanto quando a vida simplesmente corre seu próprio curso. É bom ter objetivos e sonhos, mas existe um limite do que podemos fazer - o segredo está em encontrar esse limite. Hoje, acredito ter encontrado o meu.

Na minha primeira Bienal do Livro
como autora em SP
Não sei como vou estar daqui a cinco anos. Talvez eu esteja no topo dos mais vendidos da Veja, ou talvez eu autografe meia dúzia de livros por mês pros leitores interessados; qualquer uma dessas possibilidades funciona pra mim, desde que eu esteja escrevendo. Minha lista de afazeres inclui "não desistir", "continuar escrevendo" e "acreditar em mim mesma", porque por ora, é o que eu posso e devo fazer. Vou encontrando os caminhos novos, abrindo portas e janelas, crescendo na minha jornada. Graças a Deus, não estou sozinha: tenho uma família que me apoia, amigos do meu lado, leitores que acreditam em mim. Quando penso nisso tudo, é que percebo o quanto fiz valer minha carreira até aqui. Às vezes parece que não saí do lugar, mas quando penso no que conquistei, renovo as minhas energias. Tento de novo. Faço mais. Acredito. É tudo que eu preciso.

#AmorPlusSize - ditando a beleza alheia

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Maitê e sua mãe não se entendem. Enquanto uma deseja que a filha se transforme de patinho feio gordo para linda princesa de revista, a outra só deseja poder ser ela mesma sem julgamentos. O meio termo é inexistente.

Enfrentei e enfrento essa batalha em casa desde que me entendo por gente. Embora em escalas menores, eu e minha mãe também sempre tivemos ideias opostas sobre o tipo de beleza e corpo que eu deveria ter. Especialmente no início da adolescência, eu não fazia o tipo vaidosa; sempre sustentei a crença de que as pessoas não deviam gostar de mim pela aparência. Naquela época, minha falta de cuidado comigo mesma fazia com que as brigas na minha casa fossem constantes. Ela queria que eu fosse um tipo de menina que eu não sabia e não queria ser.

Talvez por isso desde muito cedo eu tenha aprendido a ver a beleza em inúmeras formas. Tenho pra mim que não existe o belo ou o feio - existem pessoas que enxergam outras pessoas de maneiras distintas. O que me atrai pode não atrair você, e vice e versa. Somos diferentes. Devemos celebrar essas diferenças.

Quando resolvi escrever Amor Plus Size esse era um dos conceitos que eu tinha em mente: trabalhar na ditadura da beleza alheia. Porque todo mundo faz isso, percebendo ou não. A gente tenta impor nossos gostos ao dos demais o tempo inteiro, seja discutindo sobre "fulano é feio ou não", seja sugerindo um corte de cabelo. Toda vez que você diz pra uma pessoa o que fazer pra ficar mais bonita, você está tentando impor a ela a sua forma de enxergar a beleza. Toda vez que você julga alguém pela aparência, você deixa de dar crédito ao fato de que as pessoas pensam diferente. E tudo bem.

Ninguém é obrigado a achar tudo e todo mundo bonito - mas é preciso respeitar o direito do outro de ser e agir como quiser. Seja gordo, magro, alto, baixo, de cabelos curtos, raspados, coloridos, cacheados, patricinha ou desleixada, todos nós temos algo de maravilhoso: somos únicos.

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Sobre portas e janelas

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Desde criança, um dos ditados que mais ouvi e mais gostava de repetir era aquele que diz que, quando a vida fecha todas as portas, a gente abre uma janela. Gosto da ideia de que a gente não precisa seguir só pelo caminho que a gente conhece, aquilo que aprendemos ser o normal pra fazer. Existem outros meios, outras possibilidades. Tentar é o passo mais importante.

Quando comecei a escrever Amor Plus Size, eu sabia que tinha uma história muito bacana nas mãos. Não sabia exatamente se ia conseguir terminar o livro algum dia, não sabia o que ia virar da história, mas tinha uma única certeza: eu não queria usar a porta. Já tinha tido meus então 3 anos de carreira, e o desgaste da publicação independente já me fazia repensar o futuro de vez em quando. Não sou de ferro - pensei e penso de vez em quando em largar mão de tudo. Não queria que uma história tão querida ficasse limitada ao que a auto-publicação podia me oferecer. Quis fazer diferente. Comecei a pensar.

Há algumas semanas atrás, recebi um e-mail da Alba Milena (vocês provavelmente a conhecem pelo blog Psychobooks), com quem eu não conversava direito há algum tempo. Ela agora tem uma empresa - a Increasy - que presta, entre outros serviços para autores, agenciamento literário. E ela estava me convidando a uma avaliação. Ela, convidando a mim. Pra vocês entenderem o nível do meu pequeno surto, a Alba foi uma das primeiras blogueiras a ler As Bruxas de Oxford na época do lançamento da primeira edição, e eu até hoje esfrego as quatro estrelas com que ela classificou o livro na cara da sociedade. Eu acompanho e admiro o trabalho dela e das meninas no site há anos - o Psychobooks foi um dos primeiros blogs literários que eu descobri. E aí, de repente, lá estava ela, me mandando um e-mail, perguntando se eu estava a fim de trabalhar com ela.

Parece coisa do destino, porque um monte de bombas tinham caído na minha cabeça naquela semana. Meus livros estavam acabando e eu ia voltar a ficar sem editora. Problemas pessoais. Conta no vermelho. TPM. E de repente, tinha uma janela se abrindo, só esperando pra que eu pulasse por ela.

Então eu pulei. E fui do ai-meu-deus-o-que-eu-vou-fazer-com-a-minha-vida pra Melhor Equipe do Mundo. Não se enganem, vai dar trabalho - tudo que vale a pena dá. Estamos revisando o livro em conjunto, incansavelmente, pra corrigir e melhorar e transformar. Mas é incrível trabalhar com pessoas competentes e entusiasmadas com você, com a história, com o que vocês podem realizar juntas.

Eu posso não saber o que o futuro me reserva, mas sei que meu bebê está em ótimas mãos, e que, depois dessa janela, muitas portas ainda vão se abrir pra todas nós.

Um beijo especial pra Alba, Lívia, Mari, Guta e Grazi ♥

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Larissa Responde #14

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Um amor de professora

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Quando eu estava na sétima série, muitas coisas começaram a mudar na minha vida. De todos os anos do colégio, acho que aquele talvez tenha sido um dos mais marcantes. A turma da tarde veio toda pra manhã, mesclando as salas. Eu comecei a rabiscar meu primeiro livro. E ganhei uma nova professora de Português.

Até então, tinha tido uma professora diferente todo ano naquela matéria. Português sempre foi uma das minhas matérias preferidas - provavelmente porque sempre tive facilidade nela - e me irritava a troca constante de professores, que pareciam nunca adequados o bastante. E então ela apareceu. Sheila era o nome dela. Na primeira aula eu já sabia que, depois dela, eu não teria outra professora.

Eu me lembro da Profª. Sheila por inúmeros motivos - ela era boa em sala de aula, didática sem ser irritante. Ela tinha um cabelo maravilhoso. Ela estava sempre sorrindo. Ela fazia a gramática parecer a coisa mais fácil do mundo. E ela foi a primeira pessoa a me dizer que eu era boa nesse negócio de escrita.

Começou com uma tarefa simples de redação. Estávamos começando a nos aventurar pelas armadilhas das dissertações acadêmicas, e eu não entendia muito bem esse negócio de discursar sobre um assunto - queria mesmo era inventar histórias com ele. Não me lembro exatamente qual era o tema, mas sei que, no lugar de uma dissertação, escrevi um conto, uma ficção em duas páginas. Na aula seguinte, ela me chamou pra conversar e disse "olha, a tarefa não era essa, mas você escreve muito bem. Não tive coragem de descontar nenhum ponto."

Naquele dia, confessei pra professora um segredo que eu vinha escondendo de todo mundo: eu estava tentando escrever um livro. Ela se animou, me perguntou da história, disse que queria ler. Fiquei tão chocada e tão feliz que acabei imprimindo tudo pra ela. A Profª. Sheila me deu toques preciosos, fazendo a primeira crítica construtiva que recebi na vida. Ela tinha um jeito de dizer quando alguma coisa não estava legal sem fazer com que eu parecesse ruim. Ela via potencial, mas sabia das limitações de uma menina de 12 pra 13 anos.

Dali pra frente, virei a Larissa, Minha Aluna Escritora. Acho que, se não fosse pela Profª. Sheila, eu talvez não tivesse insistido nesse lance de escrever. Sem ela, talvez eu não me propusesse a mostrar os textos pras minhas amigas, a mais tarde postar na internet. Graças a Deus - e a ela - nunca tive que descobrir o que teria sido da minha carreira sem esse pequeno empurrão.

Anos mais tarde, o colégio fechou, eu mudei de escola, e o contato se perdeu. Ainda hoje eu me pergunto o que aconteceu com ela, quantas outras mentes ela ajudou a moldar, quantos sonhos ela colocou pra frente. Nunca vou esquecer da Profª. Sheila, nem do que ela fez por mim.

Feliz Dia dos Professores aos mestres que educam, incentivam e nos ajudam a crescer!

Amor Plus Size - primeiro capítulo

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Para ler o capítulo na íntegra, continue lendo o post :)

A ética da pirataria

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Pra quem não viu nem ficou sabendo, neste fim de semana eu descobri que meu livro, As Bruxas de Oxford, foi pirateado. O raio que até então não tinha caído na minha cabeça (pelo menos, não que eu soubesse) me atingiu em cheio - lá estava o meu livrinho, no meio de dezenas de outros títulos nacionais para compartilhamento. A princípio, fiquei sem reação; e quando reagi, comecei a pensar.

Pirataria não é legal. Tenho certeza de que você já viu isso em propagandas no cinema, ou que algum autor que você conheça já reclamou a respeito. Pirataria significa comercializar um bem cultural que não te pertence sem pagar os devidos direitos autorais ao dono da obra - ou, neste caso, compartilhar sem custo algo que deveria gerar um retorno financeiro para alguém. É coisa séria. Dá cadeia. É errado pra quem compartilha, e é errado também pra quem aceita. Sabe, você pode não pensar nisso com frequência, mas existem pessoas por trás de todos os bens culturais que você consome, e elas merecem aquele direito autoral (que, vamos combinar, já é uma merreca) que você está negando a ela. Imagine se fosse você, trabalhando no seu emprego, e de repente seu patrão resolve não te pagar. Não é bacana, né?

Por outro lado, eu não vou ser hipócrita: eu também consumo pirataria. Todos os dias, eu baixo músicas sem pagar, baixo séries por sites de compartilhamento ilegal, instalo softwares com senhas craqueadas. E não é porque eu não tenho acesso - eu poderia comprar o CD, esperar o episódio na TV a cabo ou pagar pelo programa. Mas eu escolho não fazer isso. Numa esfera mais próxima do tema deste post, devo admitir que o meu Kindle está lotado de e-books, e que só uma parcela mínima deles foi comprada. Que tipo de pessoa isso me torna? Se eu me beneficio do compartilhamento de livros ilegais, como posso exigir que o mesmo não seja feito comigo? É irônico, pra dizer o mínimo.

Se, por um lado, eu não baixo nenhum livro nacional por esses meios, isso não se aplica a dezenas de best-sellers internacionais. Agora, eu sei o que vocês vão dizer: que é diferente. Que as Meg Cabots, os James Dashners e os Neil Gaimans da vida não vão sentir falta do meu dinheiro; que, se pra eles uma única compra é insignificante, faz toda a diferença na vida de Milla Wanders, Paula Pimentas e Jéssica Anitellis por aí. Você provavelmente tem o mesmo pensamento que a maioria das pessoas na hora de separar o que seria errado do menos errado: que tudo bem compartilhar o e-book de um autor famosão lá de fora, porque ele já é famoso mesmo, mas é feio fazer o mesmo com um autor brasileiro que está aí lutando pelo seu lugarzinho ao sol.

Mas é mesmo? Quero dizer, na hora que a gente vai analisar mesmo os fatores envolvidos, existe mesmo uma diferença? No duro, fora alguns milhões, o que me separa da Marian Keyes, por exemplo? Ela tem menos direito à sua obra do que eu, só porque ela é uma irlandesa famosa e eu, uma paulistana desconhecida? Ela pode ficar sem o lucro de uma venda perdida porque tem milhares pra cobrir a minha falta, mas eu, porque estou começando e porque já não ganho mesmo praticamente dinheiro nenhum, não posso? Desculpem, mas no grosso isso pra mim não faz o menor sentido.

Existe ainda um outro fator que coloco frequentemente na balança quanto a isso: a pirataria também pode ser uma ferramenta de marketing. Um método pouco ortodoxo, talvez, e definitivamente quem quer que tenha compartilhado o meu livro não me perguntou se eu estava de acordo, mas mesmo assim, é propaganda. Anos atrás, Tropa de Elite fez um sucesso estrondoso de bilheteria mesmo depois de ter "vazado" pro comércio ilegal. A produção do seriado Game of Thrones admite que boa parte do seu sucesso se deve ao download ilícito dos episódios na internet, uma vez que a HBO, canal em que é exibida, é pago. O próprio Cinquenta Tons de Cinza foi baixado um quilhão de vezes e nem por isso deixou de ficar meses seguidos na lista dos mais vendidos. A questão é que as pessoas que baixam e consomem as coisas sem pagar ainda estão consumindo. Elas vão ler, vão assistir, e se gostarem, provavelmente vão falar pros amigos. Se eu mesma sirvo como prova de alguma coisa, se encantadas o suficiente, elas farão questão de pagar por uma representação física daquela obra - um livro, um álbum, um DVD. A pirataria tira os lucros em parte, mas nem em todos os casos. Existem consumidores e consumidores. E há males que podem vir para o bem.

Como eu disse ontem inúmeras vezes, não posso falar em nome de nenhum dos autores envolvidos na dita pasta de compartilhamento (e eram MUITOS). Acho que cada um tem seu pensamento a respeito, e na posição de autor todos temos pleno direito de nos sentirmos lesados e ofendidos ao encontramos nossos livros sendo passados adiante, de graça e sem o nosso conhecimento. Da minha parte, fica mais uma decepção do que uma ofensa propriamente dita: logo eu, que já distribuí CDs com o pdf dos livros, que vivo colocando os livros de graça na Amazon pra evitar esse tipo de problema, dá uma pontadinha de decepção quando a gente encara uma coisa dessas. Mas não sou ninguém pra julgar, não quando eu já fiz a mesma coisa. A ironia é que, mesmo tendo direitos, eu não me sinto numa posição de colocá-los em voga.

Não vou pedir pra ninguém denunciar esse tipo de ação, pelo menos não em meu nome. Se você vir o livro por aí e quiser me avisar, tudo bem. Se não, tudo bem também. Se você baixar o livro num desses links, ler e gostar, espero que você tenha o mínimo de bom senso em me compensar indicando o livro pra alguém, comprando uma cópia digital legalmente na Amazon (sério, gente, não custa nem 9.00! É mais barato que ir ao cinema!) ou um exemplar físico dessa edição maravilhosa da Editora Literata. E se você achar que o meu trabalho não é digno do seu dinheiro, que eu deveria arranjar um emprego de verdade e trabalhar como todo o resto mundo, se você é da opinião errônea de que eu não deveria disponibilizar meu livro em e-book se não quisesse ser pirateada, o que eu posso fazer? A sua consciência é só sua, e a minha está tranquila.

Compre os livros da Trilogia Coração da Magia na Amazon por só R$8,67

O Diário (nada) Secreto 2 - Capítulo 1

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 Bem-vindos à vida dos jovens comuns de classe média. Lolita nos dá a visão panorâmica da vida de qualquer adolescente, repleta de ciúmes, festas, fofocas, amizades e sofrimento.No segundo volume da série, enquanto pra uns a vida se torna um misto de fama com vida normal, pros menos afortunados é um ano de dramas amorosos, traições e rompimentos. Lana se apaixona por outro cara, Lolita enfrenta um enorme drama familiar recheado de segredos e Suellen se depara com uma novidade nem um pouco agradável.
Embarque num mundo que você já conhece em um diário onde nenhum segredo é mantido por mais tempo que o necessário para se tornar uma bomba.

O Diário (nada) Secreto - Vol. 2: Tudo que não era pra ser

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Em Março do ano passado, vocês votaram e escolheram o primeiro volume de O Diário (nada) Secreto como o novo folhetim do blog; postado todo primeiro domingo do mês, os 16 capítulos do livro foram postados até Julho deste ano. E este mês, resolvi retomar o esquema dos folhetins. Novamente no embate com o chick-lit Dez Coisas, vocês votaram a escolheram o segundo volume da série para ser postado a partir deste mês.

Como fiz antes de postar o primeiro, resolvi falar um pouquinho sobre o Diário antes de ir pras postagens do livro. Afinal, toda obra tem as suas peculiaridades, né? Com este não é diferente.

Comecei a esboçar o segundo volume da série em 2006, menos de um ano depois de ter escrito o primeiro. Na época, eu tinha o costume de levar vários projetos ao mesmo tempo, e a série do Diário era uma que me animava particularmente; eu tinha diagramas de personagens e seus relacionamentos, um futuro bastante definido pra cada um, e muitas histórias que eu tinha ouvido por aí pra me servirem como base. Sob muitos aspectos, acho que o Diário 2 é um dos livros mais reais que já escrevi - quase tudo que acontece nele tem sua fonte em algo que aconteceu comigo, ou com pessoas próximas a mim. A vida real vinha sendo uma fonte inesgotável de dramas muito aproveitáveis pra ficção.

Não vou saber de cabeça quantas páginas o livro tinha no seu primeiro esboço; provavelmente em torno de 100 ou 120, tão grande quanto uma garota de 14 anos conseguiria escrever por vários meses a fio. Eu estava orgulhosa da dimensão que os personagens haviam tomado, e de como tudo parecia perfeito, provavelmente o melhor que eu tinha escrito até ali. Talvez fosse; não sei dizer. Menos de três meses depois de ter terminado, o computador que eu dividia com a minha família foi consumido por algum vírus maligno e todas as informações foram perdidas.

Eu, que até então não tinha o hábito de fazer um bom backup, me sentei e chorei durante horas de frustração. Eu tinha perdido o livro da minha vida, e não havia nada que eu pudesse fazer. Por sorte, num dos CDs de arquivo da casa, o livro 1 permanecia intacto. Mas não o segundo, não o melhor. Fiquei tão magoada e desanimada que resolvi desistir da série.

Dois anos depois, a NRA mudou essa perspectiva. Quanto mais projetos eu postava na comunidade, maior o reconhecimento e o feedback dos leitores, e logo eu estava sem nada novo pra postar. A ansiedade e a animação me fizeram mudar de ideia; reabri o arquivo do primeiro Diário, reli e concluí que podia fazer melhor. Que eu IA fazer melhor. Então sentei e comecei a reescrever.

Ainda reconheço que existem inúmeros defeitos em todos os livros da série. Se eu tivesse mais tempo e mais empenho, talvez me desse ao trabalho de revisá-los de novo. Como não penso em publicá-los (não agora, pelo menos), isso vai ficando pra depois. Mas os poucos anos de maturidade na escrita entre uma versão e outra me fizeram não só dar o melhor de mim pras novas versões, como também obter um resultado do qual eu me orgulho. Personagens mais consistentes, um enredo melhor, uma narrativa melhor colocada. Precisei de uma pequena crise pra voltar melhor e mais forte.

Hoje eu sou obcecada com backups. Não é porque tive que perder um pra refazê-lo melhor que eu pretendo repetir o erro com tudo que eu escrevo.

O Diário (nada) Secreto, vol. 2 começa  dia 28/09
Capítulos novos todo último domingo do mês!

Larissa Responde #13

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#AmorPlusSize: o livro imitando a vida

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Era uma vez uma garota de dezesseis anos que estava acima do peso - ou não estava? As opiniões divergiam, a dela das dos demais. Não importava; sua vida era medida em números. Os números da balança. Os números da fita métrica. Os números que diziam que ela tinha que ter. Nunca subestime a matemática da beleza, era essa a sua regra.
Ela e o espelho viviam em discordância. Um gritava uma coisa e a uma entendia outra totalmente diferente. Não entravam em consenso, por mais que tentassem. Um dia, ela parou de tentar. Reformou o quarto, escondeu o espelho. Disse que não tinha espaço pra ele ali, que não precisava dele pra nada mesmo - mentira. No dilema entre ver e fechar os olhos, era mais fácil a segunda opção. Aquela menina do reflexo brincava com os seus sentimentos, ria dela. Era ofensiva, cruel, imperfeita. Desfez-se da companhia dela, mesmo sabendo que suas amigas - as garotas nos outros espelhos da vida - não a deixariam em paz. Elas estavam em todos os lugares, as malditas, esperando pra dar o bote. Esperando ela aparecer pra lhe dizer que ela jamais seria aceita. Que ela estava errada. Ela era errada, inteira.
Um dia, resolveu parar de comer. Não assim, de uma hora para a outra - a decisão era tão inconsciente quanto consciente, falando por ela enquanto ela concordava. Pulou o café um dia. O almoço no outro. A janta no dia seguinte. Não, não quero comer, já comi na rua, vou jantar fora, estou com dor de estômago, não tenho tempo agora. Tremia e sentia dor, mas tudo bem, porque a dor purifica. A fome lhe torna digna. Ela precisa disso, mesmo que sofra. Vai fazer bem a ela. Tem que aguentar firme.
Mas ela não aguenta, e cede. E quando cede, a culpa vem, e é tão grande e tão intensa que ela se sente suja, envenenada. Põe pra fora a dor, a comida e a culpa em goles de remédio, os dedos tirando o nó da garganta. Levanta se sentindo vitoriosa, merecedora. E então começa tudo de novo.
Essa é a história de uma das minhas personagens, mas também é a minha. E talvez também seja a sua, ou a de alguém que você conhece - talvez esteja acontecendo bem debaixo do seu nariz e você não perceba, porque ninguém percebe até os limites já terem sido ultrapassados. Nem a gente se dá conta até olhar em volta e perceber que o buraco já está fundo demais.
Maitê e Duda, sua nêmesis, são duas pontas de um mesmo problema. Enquanto uma se apóia nas amizades e em si mesma pra dar a volta por cima, a outra se perde e se destrói. Nas várias questões que quis abordar com APS, acho que essa é a mais delicada; demonstrar que um mesmo problema pode surgir de raízes completamente diferentes. Que você ser tamanho 50 ou tamanho 36 não significa saúde nem estabilidade, e definitivamente não é sinal de felicidade e autoaceitação. Eu sei disso - vivi e vivo isso todos os dias. Quero que quem leia perceba isso também.
Confesso que não foi fácil. Assim como eu quase sempre escolho não falar sobre, a decisão de abordar esse mal - o meu mal - foi algo que planejei e posterguei por muito tempo. Optei por não tratá-lo como protagonista não só porque não queria que Amor Plus Size fosse um livro dramático e pesado, como por saber que ainda não estava preparada pra mergulhar tão a fundo nos meus piores momentos a ponto de transpô-los pro papel; é sempre mais fácil quando a gente olha a coisa de fora, como se não fosse com a gente. Acho que foi a decisão certa.
Ainda não tenho espelhos no meu quarto, mas já comecei a sorrir pros outros por aí. Se Maitê me ensinou que posso ser feliz sendo eu mesma, Duda me relembrou que beleza nenhuma vale o meu sofrimento. As duas, nas suas diferenças, me tornaram uma pessoa melhor. Eu espero que, em breve, possam fazer o mesmo com você.

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#StopTheBeautyMadness

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Eu tenho certeza que vocês já viram essa hashtag (ou seus frutos) pelo menos uma vez no seu feed do Instagram, ou na timeline do Facebook. Garotas e mais garotas postando fotos de cara limpa, sem filtros e sem maquiagem, e convidando amigas a fazerem o mesmo. Recentemente, fui convidada por duas amigas - a Bárbara e a Fabiane - a fazer o mesmo. Topei sem nem pestanejar.
A corrente pode parecer só mais um desafio viral pros olhos de alguns menos dispostos - olá, Ice Bucket Challenge - mas na verdade tem um fundo bastante sério: começou com uma campanha proposta por uma escritora, Robin Rice, que propôs na internet que mulheres do mundo todo se mostrassem para suas câmeras em selfies autênticas como elas são quando ninguém está olhando; desarrumadas, desmaquiadas, com o cabelo despenteado. Naturais. Belas. Pra combater os padrões insanos de beleza que levam milhares de pessoas à morte todos os anos, é preciso começar de algum lugar; e esse lugar é a autoaceitação.
Postar uma foto sem maquiagem não foi nenhum desafio nem novidade pra mim. Quem me segue no Instagram e acompanha as minhas muitas selfies (porque sou dessas), ou mesmo aqueles que acompanham os meus vídeos no Youtube, já deve ter percebido que maquiagem nem sempre é uma preocupação no meu dia a dia - às vezes tenho muita, e às vezes nadinha mesmo. Mas aderi ao desafio porque achei que seria uma boa oportunidade pra disseminar uma campanha que segue um propósito que eu mesma tento disseminar à partir do meu próximo trabalho (Amor Plus Size... lembram dele?) É importante falar de beleza, e de padrões, e de como algo que deveria ser baseado inteiramente numa visão pessoal acaba se perdendo pra algo imposto pela sociedade e nos enlouquecendo no dia a dia. É importante postar uma foto de cara limpa porque é legal provar pro mundo - e, muitas vezes, pra nós mesmas - que não precisamos ser bonecas o tempo todo, montadas pra agradar, pra tornar nossos defeitos passáveis aos olhos dos outros. Que aquilo que realça ou disfarça não é o que nos torna bonitas, e, definitivamente, não é um muro atrás do qual se esconder. Porque muros caem, e uma hora a gente tem que encarar a cara limpa no espelho. E é melhor começar a aceitá-la agora. Abrace quem você é. Com olheiras, espinhas, nariz torto, sobrancelha por fazer, manchas na pele. Aceitar não é o mesmo que amar - você não é obrigada a viver om acne nem a parar de passar maquiagem só pra ir contra o sistema. Não tem a ver com um protesto. Tem a ver com você e com como você se enxerga. Se a gente não aprende a aceitar as pequenas coisas em nós mesmos que nos incomodam, chega uma hora em que nada na gente é bom o bastante. E quem consegue viver em constante desprezo à própria imagem?
Não vou desafiar ninguém à partir deste meu desafio, embora pudesse (e, segundo a proposta inicial, devesse). Acho que, assim como o amor próprio, tem que ser uma questão de iniciativa própria - não adianta eu te convidar a se mostrar se você mesma não quiser se ver. Não é assim que funciona. Você aí, que está me lendo, talvez não se sinta à vontade sem pelo menos um corretivo e uma base, ou talvez seja daquelas que passa maquiagem completa até pra ir ao supermercado; quem sabe ainda você nem ligue pra isso e faça o tipo de garota que não sabe a diferença entre um lápis de olho e um lápis grafite 2B. Tudo bem. A beleza é vista de formas diferentes por cada pessoa, e a autoaceitação chega de maneiras diferentes pra cada um. O importante não é que você se obrigue a participar de uma hashtag nas redes sociais, mas que você saiba, com tanta certeza quanto eu sei, que você é linda. Dentro ou fora do padrão de top model, magra demais ou acima do peso, alta, baixinha, cabelo crespo, liso ou cacheado, você é maravilhosa. Não se cobre para ser alguém que não é. Ao invés de gastar tempo tentando se transformar na sua celebridade preferida, pense em maneiras de ficar de bem com você mesma. Ao invés de se ridicularizar para colocar pra cima o astral de alguma amiga, aponte nela o que você vê de melhor, sem precisar fazer pouco de si mesma. Ao invés de postar uma foto sua sem maquiagem, reflita sobre como você está acima do padrão de uma maneira única e incrível: a sua maneira. Ninguém no mundo é como você. Sorria.

Saiba mais sobre o desafio no site oficial da campanha.

Sobre a Bienal 2014

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 Nas edições passadas da Bienal do Livro, fiz praticamente um post pra cada dia, ou conjunto de dias, em que estive na Bienal. Costumava falar sobre cada pessoa que conheci, sobre os melhores momentos de cada dia, sobre as coisas inesquecíveis.
Dessa vez, não vai dar. E eu só tenho a agradecer por isso.
Pela primeira vez, estive imersa no mundo da Bienal por nove dias inteiros. Nunca tinha tido uma experiência parecida nas demais edições quando, por problemas de disponibilidade e/ou distância, eu só podia comparecer em alguns dias de cada vez. Esse ano, estive livre pra viver e respirar Bienal por mais de uma semana, e isso com certeza me marcou de um jeito mais que especial. Em muitos sentidos, a Bienal do Livro de 2014 foi a melhor da minha vida inteira.
Vendi quase 200 exemplares dos livros da Trilogia Coração da Magia - um esforço louco em conjunto com a Editora Literata e os meus colegas autores fabulosos que dividiram o estande C-531 comigo durante esses dias, numa verdadeira família. Se em outros anos eu tive pequenas disputas por território e alguns momentos desagradáveis com autores desrespeitosos, nessa foi justamente o contrário. Não consigo nem expressar a minha gratidão por essas pessoas que, nessa última semana de Agosto, se tornaram minha família pela maior parte dos dias. Que respeitaram meu espaço, meu cansaço, que se deram ao trabalho de conhecer a mim e ao meu trabalho e a construir um lugar onde eu pude trabalhar verdadeiramente em equipe, todo mundo ajudando todo mundo. Em especial, meus agradecimentos aos meus editores queridos, Eduardo Bonito e Elaine Velasco, e aos autores que me acompanharam na maior parte dos dias, Simone Marques, Eddy Khaos e Ana Macedo. Vocês tornaram tudo mais divertido e mais fácil. Não seria o mesmo sem vocês.


Conheci tanta, mas tanta gente, que os nomes me escapam da memória. Tenho histórias divertidas pra contar, mesmo sem lembrar dos rostos ou da graça de todos os envolvidos - da menina que viu sobre o meu
lançamento no site da Bienal e enfrentou a multidão do primeiro sábado pra vir me conhecer, do garoto que surtou quando me encontrou no estande porque já tinha visto todos os meus vídeos e era meu fã, das meninas vestidas de alunas de Hogwarts que me ouviram durante meia hora e depois sentaram comigo no chão do estande pra jogar conversa fora, da loirinha linda que voltou no fim do dia só pra comprar o meu livro, da leitora maluca que comprou meu livro no sábado e me encontrou por acaso, na semana seguinte, e puxou meu braço só pra me perguntar quando saía o próximo. Giovanna, Andreza, Maria Vitória, Malu, Ana Lívia, Matheus, Gabriel, Carol - queria lembrar de todos os nomes, ou associar todos os rostos, mas a verdade é que a memória é péssima e os dias foram intensos. De uma maneira ou de outra, eu me lembro de vocês, e não tem caracteres suficientes pra que eu expresse o quanto foi incrível conhecer todo mundo. Espero ainda rever todos vocês muitas e muitas vezes.


Assim como revi tantos outros queridos e queridas. Gente que vinha se apresentar pra mim com o usuário
do Twitter, porque sabia que de outro modo eu não ia reconhecer. Gente que passou só pra me dar um abraço, ou que veio comprar os livros, ou que passou pelo estande mas, por qualquer acaso do destino, não me encontrou por lá. Autores que eu tietei uma ou mais vezes nos dias da feira, com quem eu compartilhei histórias, risadas, abraços, momentos, fotos, autógrafos, e a energia boa que contagia mais que a gripe que, no fim das contas, acabou pegando todo mundo pra Cristo. Rever os rostos conhecidos (ou finalmente conhecer rostos que são só fotinhos nas redes sociais) tem um gosto especial numa época como essa. Isabella, Iris, Babi, Mary, Anne, Cezar, Gui, Leila, Willian, Marcel, Renato, Tati. Cada um de vocês fez meu dia mais feliz. Obrigada pela paciência daqueles que tiveram que aturar o meu famoso "oi, quem é você?" e me explicar toda a história da nossa amizade virtual pra despertar memórias nessa pessoa com Alzheimer. No fim do
dia, quando chegava em casa e dava de cara com vocês me marcando em fotos e mentions na internet afora, só conseguia pensar no quanto me sentia mais completa tendo conhecido vocês :)
Pra completar, ainda tive o prazer e o privilégio de acompanhar o lançamento de duas amigas muito queridas na primeira Bienal dela como autoras. Clara Savelli e Aimee Oliveira - guardem esses nomes, porque eles ainda vão ser muito ouvidos por aí. Nem preciso dizer pra vocês como foi gratificante pra mim ter participado desse momento, ter recebido vocês em casa e ter acompanhado de perto cada instante desses dias tão especiais!
Agora estou aqui, em casa, em parte deprimida e em parte feliz. Estou doente, dolorida, cansada, mas tenho aquela sensação mais satisfatória do que a de um dever cumprido - um prazer cumprido. Foi uma alegria cada um desses dias, mesmo aqueles em que eu estava menos disposta. Cada um deles valeu a pena. Obrigada por terem compartilhado esses momentos comigo!
Até ano que vem, Bienal! ;)

Confira todas as fotos da feira clicando aqui.

Site de cara nova!

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Depois da repaginada no blog, foi a vez do meu site oficial sofrer algumas mudancinhas. Demorou até tudo ficar nos conformes, mas cá estamos, de roupa nova!


No site novo vocês tem acesso a quase tudo o que já tem aqui no blog - agenda, bio, informações sobre os livros e links de contato - mas agora com um ar muito mais profissional e clean!


Quem assinou a mudança foi a designer Larissa Azevedo! Vocês podem conhecer mais do trabalho dela clicando aqui.

Pra ver o site, acesse: www.larissasiriani.com.br

Como nasceu "Amor Plus Size"

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Por que os autores nunca escrevem sobre personagens principais feios (personagens com baixa autoestima não contam!!!!)?

Essa pergunta, enviada pela leitora Sofia, apareceu no formulário do Larissa Responde outro dia, e eu quase dei risada quando li. A pergunta pode parecer inocente, mas é bastantes séria. E eu mesma já me peguei pensando nela várias vezes enquanto lia meus chick-lits preferidos.

Porque, de uma forma geral, personagens feios não existem. Vamos fazer um exercício rápido pra testar essa teoria: pense em todos os seus personagens preferidos da literatura, independente do gênero. Quantos deles tinham a descrição de um deus grego? E quantos pareciam comuns, talvez até feinhos? Não muitos, né? Se passarmos a olhar só pras personagens femininas, quantas se enxergavam feias? E quantas realmente eram? Pois então. A questão é que a literatura, quase como todas as formas de arte, acaba por retratar aquilo que é belo, utópico até - o cara perfeito, lindo, rico e todo poderoso, que se apaixona pela gata borralheira, transformada em Cinderela. Todo mundo é maravilhoso, e nenhum deles é real. É o que torna as histórias desejáveis.

Não vou dizer que esse foi exatamente o meu ponto de partida na hora de escrever Amor Plus Size; a bem da verdade, foi apenas uma das questões que eu queria trazer com essa história. Quando comecei a escrever, eu só tinha uma frase em mente pra valer como uma sinopse: menina gordinha se transforma em modelo plus size. Eu estava na casa de uma amiga, e anotei a ideia no recibo da pizza. Acho que tenho o papel guardado até hoje.

A ideia ficou matutando na minha cabeça. Eu nunca tinha lido nenhum livro com uma personagem gorda até então - já tinha lido histórias com personagens sem autoestima, que regravam o peso por tudo, complexadas com o tamanho da bunda, mas nunca nenhuma verdadeiramente gorda. Gorda assim, como eu, na época com os meus quase noventa quilos e a pressão de tentar me enfiar numa calça tamanho 48, porque era humanamente impossível encontrar uma tamanho 50. Muitas coisas me incomodavam na época - meu peso, minha autoestima, minha vida - mas a maior delas era olhar à minha volta e pensar: eu não sou a exceção. Eu sou a regra. Ninguém é perfeito. Essa ilusão de que só tem gente bonita no mundo é absurda.

Então, conforme a história foi crescendo na minha cabeça por mais de um ano, eu imaginei esse livro em que todas as pessoas tinham algum defeito, - um nariz grande, um quadril muito largo, cabelo ruim, o excesso de peso - este pequeno universo em que os personagens seriam como todo mundo é na vida real: imperfeito. Inseguro. Um livro onde a aparência importasse, mas não do jeito como a gente imagina; onde a mocinha dá a volta por cima sem precisar ter corpo de miss, onde o mocinho faz as meninas suspirarem não por ser o gatão do pedaço, mas por ter personalidade. O tipo de livro que eu gostaria de ter lido quando tinha meus 15,16 anos, ou mesmo agora. Um livro que me lembrasse que eu posso ser sensacional sem precisar me enquadrar no modelo de beleza de ninguém.

Não serei eu a dizer se consegui ou não aquilo que me propus a fazer. Afinal de contas, opinião de mãe não conta, né? Mas gosto de acreditar que a Maitê vai conseguir fazer alguma diferença na vida de quem leu, como fez na minha vida. Ela aprendeu tanto comigo quanto eu com ela - com ela e com todos os personagens do livro, cada qual com a sua batalha. No fim do dia (ou do livro), espero que vocês, leitores, possam olhar pro espelho e ver o mesmo que ela viu: que todo mundo, à sua própria maneira, é espetacular.

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Larissa Responde #12

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Minha programação pra Bienal do Livro 2014

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A vinte dias da Bienal - sim, VINTE DIAS!! - está mais do que na hora de eu divulgar a minha programação, certo? Como vocês sabem, todo ano, na época da Bienal, eu me divido entre trabalho e diversão, e divulgo tudo o que eu pretendo fazer de modo que vocês possam me encontrar em qualquer lugar no evento, e não só dentro do estande. E como tem coisa pra caramba acontecendo na Bienal, é claro que eu estou doida pra ver um monte de coisas. Vou atualizando esse post com a lista de atrações a que quero comparecer conforme eu for descobrindo mais coisas. Então, vamos lá!

SEXTA, 22 DE AGOSTO

Dia de compras e reconhecimento de terreno. Posso ser encontrada em qualquer lugar da Bienal. É o dia em que é mais fácil só me mandar um tweet perguntando onde eu estou, ou esbarrar comigo no corredor.

SÁBADO, 23 DE AGOSTO

12h - Sessão de autógrafos comigo no estande da Editora Literata (informações clicando aqui)

Este é o horário oficial, mas no sábado estarei o dia todo no estande da Literata. É fácil me reconhecer: eu sou a louca vestida de cigana. Não tenha medo, eu não mordo. No máximo, enfeitiço #entendedoresentenderão

DOMINGO, 24 DE AGOSTO

11h - Papo de Garotas com Paula Pimenta e Bruna Vieira (informações clicando aqui)
12h - Autógrafos com Babi Dewet
15h - Autógrafos com Cassandra Clare (informações clicando aqui)

SEGUNDA, 25 DE AGOSTO

15h - Autógrafos com Maurício Gomyde (informações clicando aqui)
O restante do dia será passado no estande da Editora Literata

TERÇA, 26 DE AGOSTO - QUINTA, 28 DE AGOSTO

Dias inteiros passados no estande da Editora Literata

SEXTA, 29 DE AGOSTO

Não vou pra Bienal #fuén

SÁBADO, 30 DE AGOSTO

11h - Autógrafos com Leila Rego (informações clicando aqui)
13h - Autógrafos com Bianca Briones (informações clicando aqui)
15h - Autógrafos com Luciane Rangel (informações clicando aqui)
17h - Autógrafos com Raphael Draccon (informações clicando aqui)

DOMINGO, 31 DE AGOSTO

Dia inteiro passado no estande da Editora Literata.

Vale ressaltar que, salvo nos finais de semana, meus horários na Bienal vão girar em torno das 9 às 17h. Se pintar qualquer dúvida ou se vocês não me encontrarem por qualquer motivo, sempre podem me chamar no Twitter.

Agradecimentos especiais ao Garota It por esse post maravilhoso que me ajudou a organizar essa agenda <3 br="" nbsp=""> Vejo vocês lá?

Eu, Escritora

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antes
Está vendo essa foto aí do lado? Essa é uma caricatura minha aos dez anos de idade. Estávamos em Embu das Artes, uma cidadezinha aqui de São Paulo, e meus pais resolveram pagar para terem eu e minha irmã em caricaturas divertidas.

Lembro-me muito bem de sentar na cadeira em frente ao artista, e ele me perguntar: "o que você quer ser quando crescer?". A resposta, bem diferente do que seria anos depois, estava na ponta da língua: "atriz". Eu tinha acabado de começar aulas de teatro no colégio e estava obcecada pela sétima arte, pelo palco, pela teoria. Mas minha mãe interveio. Ela balançou a cabeça negativamente, e disse, categórica: "Ela vai ser escritora."

Por alguns anos da minha vida, o retrato ficou guardado de má vontade dentro do meu armário. Na minha recente obsessão com o teatro, não havia espaço pra viver personagens só no papel e na caneta. Mas sempre alguma coisa me puxava de volta. Um desenho aqui. Uma ideia ali. Com treze anos, eu ainda fazia aula de teatro, mas já tinha abandonado completamente qualquer vontade de tomar aquilo como carreira. Estava terminando meu primeiro livreto, e de repente aquela caricatura já não parecia assim tão irreal. Mamãe tinha razão. Eu ia ser escritora.

Deixei de pensar nisso por muitos anos - na carreira, na caricatura, no que mamãe enxergava pra mim - e com dezessete, voltou à tona. Resolvi publicar um livro. Corri atrás, me joguei de cabeça; ou de cara? Parecia morte certa. Corri em círculos por muitos meses, tateando pra saber onde pisar. Comecei a encontrar uma trilha aqui, outra ali, e segui caminhando. No auge da minha época pré-vestibular, a frase "ela vai ser escritora" já não cabia mais com o mesmo carinho na boca da minha mãe, e quase nunca era pronunciada pelo meu pai. Arte não é carreira, é hobby. Escrever não é profissão, é fardo. Mesmo assim, eles nunca deixaram de me apoiar, à sua maneira. Às vezes, eu desejava (e ainda desejo) que pudessem ser mais compreensivos, mas isso são outros quinhentos. Eu os entendo, e não os julgo. Eu sigo, independente do que eles achem ou queiram pra mim.

Não resolvi escrever esse texto pra falar das penas; quis escrevê-lo pra falar dos sonhos. Porque escrever é sonhar, e sonhar é o que me mantém viva. Viver, sonhar, criar, esse sempre foi o meu lema. Vivo pra sonhar, sonho pra criar, crio pra viver. Faço isso todo dia, desde que me lembro por gente. Nasci com esse gene que me torna uma pessoa menos prática e mais passional, menos calculista e mais intuitiva. Eu vejo o mundo de uma maneira diferente da maior parte das pessoas. Vejo histórias onde você só vê reclamações. Vejo personagens onde você só vê rostos. Vejo palavras onde você não vê nada. E isso não me torna melhor nem pior do que ninguém - só me torna eu. Escritora.
sonhar, e sonhar é viver.

depois
Eu, Escritora. Com "E" maiúsculo porque é minha profissão, minha carreira, meu sonho, meu objetivo e, até onde eu posso me lembrar, minha vida inteira. Já foi algo dito em sussurros baixos, algo escondido por debaixo dos panos, e hoje é o tipo de coisa que eu digo pra quem quiser me ouvir. Eu sou Escritora. E-S-C-R-I-T-O-R-A. É, aquela maluca que fica horas sentada no computador, digitando. Sim, aquele livro ali fui eu quem escrevi, inteirinho. Se é meio Crepúsculo? Que diferença faz? É meu, e sou eu, e eu me orgulho disso. Tenho muitos motivos pra comemorar.

Então hoje, Dia do Escritor, acordei dando parabéns a mim mesma. Parabéns, Larissa, por não ter deixado o tempo, a vida e as cobranças diminuírem seu amor pelo que você faz. Parabéns, Larissa, por nunca duvidar (pelo menos não por mais do que alguns minutos) do seu talento, por se agarrar a ele e lutar por ele. Parabéns pelos seus 11 livros e 26 contos terminados, 5 publicados, 5 anos de carreira profissional e pelo menos 15 de prática todos os dias. Parabéns pela insistência e pela coragem, pela criatividade, por sorrir e acreditar mesmo depois dos nãos na cara.

E parabéns a você que está lendo, caso também seja Escritor. Não importa se publicou ou não - aprendi, há muitos anos, com a Tammy Luciano, que o que te define como Escritor não é um livro impresso nas prateleiras das livrarias. Escritor é um dom, é um estado de espírito. É uma coisa que começa antes de você se dar conta e só termina quando você morre. Parabéns a você, que nasceu assim, que se fez assim, e que, faça o que fizer com os seus escritos, sempre será assim - Escritor. Parabéns a todos nós.

(Aproveite a promoção do Dia do Escritor com meus e-books de graça na Amazon clicando aqui)
 
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