#AmorPlusSize: o que elas dizem #2

É obvio pra todo mundo que me conhece, mas como vocês não estão me vendo, deixa eu contar uma coisinha: eu sou gorda.

Eu sempre me senti gorda, desde criança. Hoje eu olho as fotos e vejo que eu não era, mas por toda a minha vida, eu me senti assim. E eu sempre tive medo de ser zoada sobre isso, medo de alguém perceber, medo de alguém comentar. Eu evitava dizer que era gorda porque na minha cabeça, se eu falasse, as pessoas iam notar. Então ficava assim, vivendo no medo, odiando meu corpo, em silêncio.
Por uma sorte que eu não sei explicar, eu nunca fui zoada. Nunca sofri nenhum tipo de bullying e mesmo dentro da minha família nunca sofri pressão pra emagrecer. Uma vez ou outra ouvi comentários maldosos que me marcaram profundamente, mas nunca foi constante.

Mesmo assim, eu sofri do pior tipo de bullying que existe: eu comigo mesma.

Eu olhava no espelho e odiava o que via. Chorava porque as roupas não caíam bem. Me sentia invisível, indesejada. Me encolhia em espaços públicos com medo de ocupar espaço demais.
Então algo mudou. Eu não sei dizer o que foi exatamente, não houve um ponto específico em que eu decidi mudar essa atitude, só sei que mudei. Passei a aceitar meu corpo, a gostar de como ele era, a me achar atraente. Tive alto e baixos (alguns baixos muito muito baixos), mas comecei a longa jornada que é amar a si mesma. Parece tão simples! Mas é um desafio infinito que a gente enfrenta todos os dias na vida.

E aí no começo dessa jornada, veio Amor Plus Size. Eu comecei a ler sem saber muito o que esperar, sem saber o que vinha pela frente, e de repente eu estava capturada. A história me prendeu e eu devorei o livro. Eu sofria junto com a Mai, comemorava junto com ela, vivia cada segundo da história dela. E o livro passava, página por página, e tudo aquilo era tão bom de ler que eu nem notei o que estava acontecendo. Eu só queria saber da história da Mai, só queria saber como ia terminar, o que ia acontecer.

Só quando o livro terminou que eu percebi: eu era a Mai, a Mai era eu. Eu me identifiquei e aprendi com ela sem nem perceber. E nesse momento, eu chorei, chorei tanto. Chorei porque eu passei por tudo aquilo também, chorei porque me vi representada, porque estava ali tudo o que eu sempre quis dizer e espalhar por aí e não sabia como. Chorei porque tinha acabado de ler tudo que eu precisava ler e eu nem sabia.


Amor Plus Size foi um bálsamo pra mim. Eu me senti compreendida, finalmente.  Eu achei na Mai a força que eu precisava pra continuar bem comigo mesma. Porque é difícil, muito difícil. Tem dias que você se olha no espelho e só quer chorar, só quer se esconder em casa e não ver ninguém. Mas aí eu lembro que isso não é verdade e que eu sou bonita sim. E eu lembro da Mai e da história dela, lembro que essa história não é tão ficção quanto parece e lembro que existem pessoas na minha vida que me acham linda, sim. E fica um pouquinho mais fácil. Um pouquinho que faz uma diferença enorme. Um pouquinho que me permite sair da minha própria cabeça e ir ser feliz de verdade.

- Amanda Nieviandonski

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Para mais informações sobre os direitos do livro, contate: contato@increasy.com.br

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