Larissa Responde #17

0 comentários

Inscreva-se no canal pra ficar sempre por dentro das novidades

Envie suas perguntas para as próximas edições do Larissa Responde através do formulário abaixo:

    

Amigos (virtuais)

1 comentários
Galera da NRA - amizade virtual desde 2008
"Mas onde você conheceu essa menina?"
"Internet."

Venho de uma geração em que dizer isso para os pais era a mesma coisa que assinar o atestado de "estou falando com um pedófilo de 50 anos virtualmente". Quando comecei a me meter nessas terras virtuais, lá pelos meus 12 ou 13 anos, ter amigos pela internet era sinônimo de se meter em roubada; milhares de pessoas usavam o artifício da internet para atrair criancinhas desavisadas, e os pais entravam em desespero.

Dez anos se passaram, e embora eu saiba que os perigos da internet não mudaram (se não para a pior), posso dizer seguramente que tem muita gente bacana na internet sim. Talvez tenha sido só sorte minha, mas nunca cruzei com ninguém que quisesse me fazer mal. Pelo contrário, me deparei com dezenas de pessoas que me desejaram e me fizeram muito bem. E foi aí que me tornei uma grande defensora dos amigos virtuais.

Andressa - amizade virtual desde 2009
Sabe, amigo virtual é uma coisa engraçada. É um fulano que você nunca viu, que, até onde você sabe, pode estar mentindo pra você, mas em quem você confia. É uma pessoa que provavelmente tem uma vida própria e um monte de amigos reais, mas escolhe compartilhar seus segredos, alegrias e tristezas com uma pessoa que não pode abraçá-la, confortá-la ou estar fisicamente lá por ela. É um tipo de laço estranho que se forma entre duas pessoas que, sob todas as circunstâncias ditas "normais" não deveriam ser amigas - diacho, elas nem deveriam se conhecer. Mas o que Deus separa, a internet une,
e cá estamos nós. Amigos. Virtuais ou não, não interessa.

Já tive o prazer de fazer amizade com muita gente pela internet, e até hoje cultivo o sonho de conhecer boa parte deles pessoalmente. Muitos eu já conheci, e outros ainda um dia poderei encontrar, mas cada um deles tem sua importância pra mim. Não é porque não os vejo todos os dias que eles importam menos. Não é porque moramos em estados ou países diferentes que a amizade é menor. Como qualquer relacionamento a longa distância, a saudade alimenta o coração, e às vezes apenas saber que essa pessoa existe em algum lugar já é o suficiente pra nos deixar felizes.

Fandom de TLBD - amizade
virtual desde 2012
Então obrigada Sabrina, Andressa, Carol, AB, Bárbara, Luíza, Morgane, Débora, Lorena, Michelle, Fernanda, Tati, Raquel. Obrigada, Jacque, Chris, Doug, Clara, Tathi, Aimee, Amanda, Bruna, Rebeca, Laís, Camila, Mayra, Maynnara, Bianca. Obrigada a vocês cujos nomes eu não citei, cujas presenças físicas eu não posso aproveitar, mas que estão sempre no meu coração e no meu dia a dia - mais até do que muita gente que conheço pessoalmente. Obrigada por estarem comigo às quatro da manhã de um domingo ou âs 9 da noite de uma sexta, obrigada por fazerem dos meus dias o que eles são: especiais, assim como vocês. Obrigada por me deixarem entrar na vida de vocês e por essa troca que a gente tem sempre. Obrigada pela amizade, pelos conselhos e, por que não, pelo amor.

Vocês são únicas. Distância nenhuma pode mudar isso.

#AmorPlusSize: o que elas dizem #2

0 comentários
É obvio pra todo mundo que me conhece, mas como vocês não estão me vendo, deixa eu contar uma coisinha: eu sou gorda.

Eu sempre me senti gorda, desde criança. Hoje eu olho as fotos e vejo que eu não era, mas por toda a minha vida, eu me senti assim. E eu sempre tive medo de ser zoada sobre isso, medo de alguém perceber, medo de alguém comentar. Eu evitava dizer que era gorda porque na minha cabeça, se eu falasse, as pessoas iam notar. Então ficava assim, vivendo no medo, odiando meu corpo, em silêncio.
Por uma sorte que eu não sei explicar, eu nunca fui zoada. Nunca sofri nenhum tipo de bullying e mesmo dentro da minha família nunca sofri pressão pra emagrecer. Uma vez ou outra ouvi comentários maldosos que me marcaram profundamente, mas nunca foi constante.

Mesmo assim, eu sofri do pior tipo de bullying que existe: eu comigo mesma.

Eu olhava no espelho e odiava o que via. Chorava porque as roupas não caíam bem. Me sentia invisível, indesejada. Me encolhia em espaços públicos com medo de ocupar espaço demais.
Então algo mudou. Eu não sei dizer o que foi exatamente, não houve um ponto específico em que eu decidi mudar essa atitude, só sei que mudei. Passei a aceitar meu corpo, a gostar de como ele era, a me achar atraente. Tive alto e baixos (alguns baixos muito muito baixos), mas comecei a longa jornada que é amar a si mesma. Parece tão simples! Mas é um desafio infinito que a gente enfrenta todos os dias na vida.

E aí no começo dessa jornada, veio Amor Plus Size. Eu comecei a ler sem saber muito o que esperar, sem saber o que vinha pela frente, e de repente eu estava capturada. A história me prendeu e eu devorei o livro. Eu sofria junto com a Mai, comemorava junto com ela, vivia cada segundo da história dela. E o livro passava, página por página, e tudo aquilo era tão bom de ler que eu nem notei o que estava acontecendo. Eu só queria saber da história da Mai, só queria saber como ia terminar, o que ia acontecer.

Só quando o livro terminou que eu percebi: eu era a Mai, a Mai era eu. Eu me identifiquei e aprendi com ela sem nem perceber. E nesse momento, eu chorei, chorei tanto. Chorei porque eu passei por tudo aquilo também, chorei porque me vi representada, porque estava ali tudo o que eu sempre quis dizer e espalhar por aí e não sabia como. Chorei porque tinha acabado de ler tudo que eu precisava ler e eu nem sabia.


Amor Plus Size foi um bálsamo pra mim. Eu me senti compreendida, finalmente.  Eu achei na Mai a força que eu precisava pra continuar bem comigo mesma. Porque é difícil, muito difícil. Tem dias que você se olha no espelho e só quer chorar, só quer se esconder em casa e não ver ninguém. Mas aí eu lembro que isso não é verdade e que eu sou bonita sim. E eu lembro da Mai e da história dela, lembro que essa história não é tão ficção quanto parece e lembro que existem pessoas na minha vida que me acham linda, sim. E fica um pouquinho mais fácil. Um pouquinho que faz uma diferença enorme. Um pouquinho que me permite sair da minha própria cabeça e ir ser feliz de verdade.

- Amanda Nieviandonski

Adicione Amor Plus Size no Skoob - Leia o primeiro capitulo - Divulgue com a tag #AmorPlusSize no Twitter

Para mais informações sobre os direitos do livro, contate: contato@increasy.com.br

#DearMe - uma carta para o passado

2 comentários
Vi um vídeo muito bacana esses dias no canal da cantora Christina Grimmie. No vídeo, ela passava uma mensagem pro seu eu do passado, coisas que ela gostaria de dizer para si mesma em momentos de dificuldade para ajudá-la a passar pela difícil fase da adolescência. E então pensei: o que eu falaria para mim mesma, se pudesse? Então vamos lá.

Dear Me,
Sei que você está num momento um tanto delicado. Você se acha indigna. Se acha impura. Se acha feia. Se acha errada. Por não pertencer, por não ser, por não parecer, por não querer. Você construiu essa fachada bacana de menina despreocupada, mas por dentro, está gritando. Você se diminui de maneiras que nem percebe. Você se fere achando que é assim que vai se curar.
Queria te dizer que você não precisa fazer isso. Gostaria de te dizer para parar. Infelizmente, daqui do futuro, eu sei que o sofrimento é necessário - só não pelas razões que você imagina. Essa dor que te consome de dentro pra fora não vai te tornar mais pura, mas vai te fortalecer. Você precisa passar por ela para entender e apreciar uma vida mais livre. Me dói te ver sofrendo, mas um dia, quando as nuvens desaparecerem e o sol sair, você vai conseguir enxergar o que eu vejo agora: você cresceu com e apesar da dor, e ela te tornou a pessoa que sou agora. Graças a ela, chegamos onde estamos. Dê valor a essa jornada; você vai aprender muito com ela.
Querida eu, não deixe que te empacotem numa dessas fórmulas prontas de vida. Você não nasceu pra isso. Não deixe ninguém ditar seus sonhos, não permita que as pessoas te desacreditem. Quando duvidar, sonhe mais alto. Suas certezas vem por um motivo. De onde estou agora, posso te garantir que todo o seu esforço valerá a pena. Nenhum sonho é em vão. Não deixe que escolham seu destino, que façam sua cabeça. Seja sua própria pessoa, porque ela é linda. Ela é livre. Ela é você.
Sei que neste momento da sua vida, você acredita que algumas coisas são eternas. Lembre-se que tudo nesta vida tem um final, de um jeito ou de outro. Não deposite sua felicidade inteiramente nas mãos de outra pessoa. Cuide de você e viva para você. Aprenda a se amar para poder amar alguém mais completamente. Desapegue. Entenda, o mais cedo possível, que, embora todos os amores sejam para sempre, nem todos foram feitos para durar. Pessoas entram e saem das nossas vidas o tempo todo. Dê o melhor de si para elas e não aceite menos do que merece de volta. Não viva de migalhas. Doe-se e aceite quando se doarem a você. Você precisa de pessoas, e elas precisam de você. Entregue-se. Viva. Ame. Mas lembre-se de que tudo - até as decepções - acontecem por um motivo.
Acima de tudo, meu querido eu, acredite em você. Sei que é difícil. Na maior parte dos dias, tudo o que você faz é levar a vida. Você se distrai - com a ficção, na própria cabeça, com a vida dos outros - porque pensar em si mesma é doloroso demais. Mas pense. Enxergue-se. Acredite. Eu acredito em você.
Com amor,
Eu.

Evanescence Book Tag

1 comentários


TAG ORIGINAL! Se reproduzir, dê os créditos ;)

Perguntas:
1) Bring Me To Life: livro que te tirou da ressaca literária
2) My Heart Is Broken: livro que você nunca superou
3) Lost In Paradise: livro que te desconectou do mundo
4) Good Enough: livro que você nem amou nem odiou, mas valeu a leitura
5) Missing: um livro que falte para a sua coleção
6) My Last Breath: livro tão tenso que te fez prender a respiração
7) Oceans: livro ou série que você postergou por não ter coragem de terminar
8) Everybody's Fool: livro com capa, título ou sinopse enganosos
9) Made of Stone: livro que fez todo mundo chorar, menos você
10) Call Me When You're Sober: livro que você emprestou e nunca mais teve de volta
11) Taking Over Me: livro que sugou sua vida, seu cérebro, tudo

Inscreva-se no canal pra ficar sempre por dentro das novidades

Não me dê Feliz Dia da Mulher

0 comentários
Querido Homem. Não me dê Feliz Dia da Mulher com esse seu sorrisinho amarelo. Não adianta me parabenizar num dia do ano. Me dê respeito o ano inteiro. É só o que peço.

Não poste no Facebook alguma imagem brega dizendo que mulheres são especiais, enquanto você passa o ano todo fazendo piadas machistas. Não adianta tapar o sol com a peneira; me desejar Feliz Dia da Mulher não te torna uma pessoa melhor e não acrescenta absolutamente nada na minha vida. A quem você está tentando enganar? Pra você, este é um dia como outro qualquer, e você usa até essa desculpa pra tentar me colocar "no meu lugar".

Dica: meu lugar é onde eu quiser.

Não passe adiante mensagens que celebram a mulher por sua feminilidade e carinho, por ser mãe, mulher de respeito, moça do lar. Não quero saber qual é a sua visão do que é ser mulher. Você não sabe nada sobre isso. Não adianta ser Feliz Dia da Mulher só pra quem se encaixa no que você considera respeitável. Quero ver dar Feliz Dia da Mulher praquela garota de minissaia, pra moça que você chamou de piranha, pras mulheres que você distratou só por ser homem.

Não finja me admirar hoje para amanhã reclamar se eu ganhar mais do que você. Não preze nossa versatilidade no dia 8, para no dia 9 tentar definir o que seria "trabalho de mulher". Não se ofereça pra lavar a louça se você considera que o lugar de mulher é na cozinha nos outros 364 dias do ano. Não me parabenize por uma luta que você tenta minar todos os dias nos chamando de feminazi, tentando diminuir o meu valor, passando pro seu filho uma visão machista de mundo. Tudo isso conta. O dia 8 de Março é só mais um dia. De que adianta fazer hoje e estragar amanhã?

Querido, não solte a máxima "por que não tem dia do homem?". Seu dia é sempre - sempre que você estupra e sai livre, sempre que você passa por cima dos meus direitos, sempre que você se vê no direito de me ofender por ser mulher, sempre que você tem todas as facilidades do universo só por ter nascido homem. Não é muito o que eu peço. Só quero poder fazer de todo e cada dia o meu dia também.

E queridas Moças. Não vá achando que seu lugar na vida está garantido porque você ganhou um dia só seu. Não acredite que as desigualdades estão vencidas, que o mundo mudou, que seu namorado abusivo é agora um cara legal só porque ele te desejou um Feliz Dia da Mulher. É só um dia. Me ajude a fazer os próximos. Não propague os ideais machistas, não chame sua colega sexualmente desapegada de vagabunda, não colabore para tornar uma sociedade já patriarcal ainda mais conservadora. Tenha voz própria, e use essa voz pro que é certo. Saiba que ser mulher é ser humana, e que você tem todo o direito a ter a vida que quiser sem sofrer por causa disso. Grite. Imponha-se. Seja Mulher, com M maiúsculo, e não se dê ao respeito. EXIJA respeito. Ele é seu de nascença. Ninguém pode tirá-lo de você.

Feliz Dia. Feliz Ano. Feliz Luta. Feliz Ser Mulher pra todas nós.

#AmorPlusSize: o que elas dizem #1

0 comentários
Nos últimos meses, venho falando bastante sobre Amor Plus Size aqui no blog. Como é meu novo trabalho e eu me orgulho muito dele, tenho destrinchado suas várias facetas aqui no blog pra vocês. Mas não fui a única a ser afetada por essa história. Antes de o livro chegar nas mãos das meninas da Increasy, antes de chegar a uma editora e antes de vocês puderem ler, vinte meninas muito especiais na minha vida, de todos os cantos do Brasil, leram e deram seus pitacos, em mais de um ano de processo de leitura beta. Com elas, ri, chorei e vivi a experiência de APS em diversos sentidos. Sem o apoio delas, esse livro não seria o que é, não de verdade.

Então propus a elas que, quem quisesse, fizesse uma aparição especial aqui no blog. Eu já falei demais sobre o que é APS e essa história pra mim. É hora de saber o que foi pra elas e, quem sabe, o que vai ser pra vocês também. Como opinião de mãe é sempre duvidosa, vamos ver o que quem vê de fora diz. Então a partir de hoje, mais ou menos uma ou duas vezes por mês esses depoimentos virão. E eu espero que eles mexam com vocês tanto quanto mexeram comigo.

 
Larissa Siriani | Copyright © Design por Naiare Crastt • Mantido pelo Blogger