Conheça "Dona Moça"

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Há tempos venho falando no Twitter sobre meu novo projeto. Dona Moça é uma websérie que desenvolvi em parceria com quatro amigas - Anna Lívia, Jacqueline, Maria Raquel e Maynnara - e que chegou finalmente ao Youtube hoje! A série é uma adaptaçao do clássico Senhora, de José de Alencar.

Veja o primeiro episódio:


Saiba mais sobre a série acessando a Adorbs Produções.

O dia

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É aquele dia. Aquele dia que ela jura que, ano que vem, vai esquecer. Aquele dia que ela tenta sempre não lembrar. É aquele dia que, não importa o que ela faça, não sai da cabeça.

Ela faz as coisas exatamente iguais naquele dia. Acorda. Pensa. Come. Pensa. Trabalha. Pensa. Dorme. Pensa.

Nele.

Onde estará? Estará feliz? Realizado? Amado? Todas as coisas que queria, as tem? Todos os sonhos, realizou? Quem será essa pessoa, esse estranho tão familiar, que se encontrou e se perdeu de sua vida? Os pensamentos não param, e ela se pergunta se é assim pra ele também.

Já faz o que agora - cinco anos? Cinco. Eram pra ser nove. Tudo bem. Faz tempo que ela parou de contar. Não adianta. Os cinco logo serão dez, e um dia vinte, e os quatro ficaram pra trás. Congelados no tempo.

Não tem problema lembrar, ela diz pra si mesma. Por que ela iria querer esquecer? Foi feliz. Tem memórias boas. Aprendeu. Passou - não o amor. Nunca o amor. Mas a dor, e a mágoa, e o desejo de poder voltar atrás. A vida seguiu. E hoje, aquele dia 26 é só um dia no calendário em que ela celebra o momento em que a sua vida começou a mudar.

Coisas que todo autor precisa PARAR de fazer

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descaradamente roubado do blog
sejemenas.blogspot.com
Sabe quando você vê várias pessoas tendo um determinado comportamento relativamente ruim em comum, e se pergunta por que ninguém nunca disse "para, migo, tá feio"? Pois é, sou assim com relação a outros autores. Gosto de acompanhar o trabalho dos meus colegas, de ajudar como posso - e exatamente por isso, quando vejo alguém fazendo alguma coisa que tem CILADA escrito com letras neón e garrafais por cima, às vezes não consigo me conter.

Então essa é pra todos os autores, que de vez em quando precisam de um toque. Afinal, também somos gente.

1) PARE de fazer propaganda por inbox; esse é provavelmente o "método de divulgação" mais inconveniente já inventado, e eu realmente me pergunto o que a pessoa que o criou tinha na cabeça. Pra mim, receber propaganda do livro de alguém por inbox é tão invasivo quanto um e-mail de spam - eu não pedi, eu não quero, e eu não faço a menor ideia do que a pessoa espera conseguir atingindo. Confie em mim, existem pelo menos umas mil outras formas de se divulgar sem precisar encher o saco de todo mundo no cantinho privado das mensagens de Facebook.

2) PARE de marcar todo mundo em todas as postagens; eu não consigo decidir se isso é pior do que mandar mensagem privada com spam, mas garanto que é igualmente chato. Quando você marca 0998686685 pessoas em todos os seus posts de propaganda, as pessoas a) vão te taxar de mala sem alça, b) vão te dar uma curtida solidária, que é pior que curtida nenhuma, c) não vão ler seu conteúdo e dificilmente vão passar aquilo pra frente. Pior ainda, podem bloquear sua existência do Facebook delas, porque sinceramente, ninguém é obrigado. Não é bacana, não é eficaz, então não faça.

3) PARE de se achar a última bolacha do pacote; e eu digo isso inclusive à mim mesma, porque somos todos bichos egocêntricos, e tendemos a achar que somos os detentores de toda a sabedoria, toda a arte, e muitas vezes, de todo o sofrimento. Achamos que somos injustiçados, que não recebemos uma chance, que a vida é um lugar injusto e o mercado editorial não nos dá valor. Bom, adivinha só? Não é só com você. Tem muita gente pastando bem aí, do seu lado, e uma coisa positiva que você pode fazer, em vez de só reclamar, é ajudar o colega. Um ajuda o outro, que ajuda o próximo, que ajuda o um, e isso ajuda todo mundo de alguma forma. Saia de si mesmo. Olhe em volta.

4) PARE de criar barraco na internet; e isso vale pra tudo, ok? Vale pra propagar confusão com quem você não se dá bem, vale pra falar mal de outros autores nacionais, vale pra responder comentários maldosos, e principalmente, vale pra tentar criar caso com quem não gosta do seu livro. Quero dizer, não, gente, apenas não. Isso não é legal, queima filme com todo mundo, e fale o que falar, ninguém nunca esquece de um barraco. Mesmo que signifique engolir alguns sapos, seja simpático ou, no mínimo, saiba quando ficar de boca fechada. Sua autoimagem se preserva e todo mundo agradece.

5) PARE de achar que ser escritor significa publicar um livro; e talvez isso seja uma opinião pessoal, mas eu acredito que ser autor é mais do que estar numa editora top do mercado, ou mesmo ter um livro físico em mãos. Conheço muito autor que se fez na internet, muita gente que precisou de anos dando a cara a tapa virtualmente pra sequer ter coragem de investir seu tempo numa publicação. Achar que a finalidade de escrever é publicar pra mim é tão vazio quanto comprar um monte de coisas que a gente não precisa. Publicação é um processo natural que vem com tempo e esforço, e não é uma coisa que deveria interferir enquanto você está escrevendo. Permita-se escrever e só. O que vier depois vem depois. Fim de papo.

Leia também:
Alegrando-se pelo próximo
Manual de bons modos para autores e blogueiros

23 Reflexões Quando Faço 23

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Então é dia 7 de maio, a.k.a. meu aniversário. Parabéns para mim. Yay!

Todo ano faço um post falando sobre essa data, porque acho que é meu jeito de fazê-la não passar em branco. E esse ano não seria diferente. Mas pra deixar isso mais legal, resolvi fazer uma lista. uma lista de 23 coisas que aprendi nos meus 23 anos de vida. Você pode ficar com preguiça de ler, e tudo bem. Talvez seja mais pessoal do que qualquer outra coisa. Mas ficará aqui, e você pode me dizer com o que se identifica se quiser. Lá vamos nós.

1. Nunca gostei de celebrar aniversários. Sempre que fazia festa, queria me retirar da festa tão logo ela começava. Mas nos últimos anos, percebi o quanto essa data deve ser comemorada. Não é pela festa, nem pelos presentes, mas pela vida. Conforme a gente vai perdendo as pessoas, se liga do quão importante esse novo ano é. Não sei se vou chegar ao próximo aniversário; por que não viver este?

2. Ser adulto não é uma transformação que acontece da noite pro dia. Quando eu era mais nova, achava que um dia saberia tudo, porque seria adulta e adultos tem todas as respostas. Mas aí cresci e vi que, na verdade, ser adulto significa ter mais perguntas. É uma descoberta eterna e a gente nunca para de aprender. É uma formação que se dá aos poucos, quase como uma faculdade. Só que sem aulas. E sem diploma.

3. Falando em diploma, ele realmente não define a sua vida. Na verdade consigo pensar em pelo menos 5 coisas completamente aleatórias que podem me ajudar mais do que uma formação profissional. Conheço no mínimo 20 pessoas que fizeram faculdade e hoje seguem caminhos totalmente diferentes do que planejavam. Antes eu achava faculdade uma obrigação. Hoje em dia, acredito ser opcional.

4. Mesmo assim, a gente precisa continuar estudando pra sempre. Me formei no colégio rezando pra não ter mais que ver cálculos, na faculdade, rezando pra me livrar das aulas de fotografia, e cá estou, trabalhando e.... estudando. A gente percebe que renovação é um mal necessário e que, na verdade, quando estudamos uma coisa bacana, é muito legal aprender.

5. Nada, nada, nada me faz dar mais valor ao aprendizado do que ser professora. Depois que comecei a dar aula, percebi o quanto a) aprender é importante, e b) aprender e ensinar são tarefas difíceis. A gente tende a acreditar que um professor que entrega uma aula ruim é simplesmente um mau professor, quando tem tanto mais além disso. Se pudesse voltar no tempo, acho que daria um abraço em todos que me ensinaram, porque agora sei o quanto é sacrificante.

 
Larissa Siriani | Copyright © Design por Naiare Crastt • Mantido pelo Blogger