SORTEIO DE EXEMPLARES DE AMOR PLUS SIZE

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Completa

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Eu não sou a cara metade de ninguém. Não formo nenhum OTP nem sou parte de nenhum ship. Não sou a autora preferida de ninguém, nem escrevi o melhor livro da vida de pessoa alguma. Eu não sou o exemplo de vida de ninguém, nem aquela em que alguém se espelha para fazer nada. Ninguém se pergunta "o que a Larissa faria", nem busca em mim um conselho antes de agir. Eu não sou a pessoa mais bonita da sala para nenhum olhar, nem a garota mais inteligente na opinião de ninguém.

Eu não sou nada. Eu não existo.

Exceto, é claro, para mim mesma. Porque, quando me olho no espelho, sou a garota mais bonita do mundo, e antes de agir, me pergunto "o que a Larissa faria". Sou meu próprio exemplo, e quando estou em dúvida, peso bem meus próprios conselhos. Sou minha autora favorita, e as páginas que escrevi são sempre as melhores de mim.

Sou minha própria cara metade, porque não falta pedaço nenhum de mim. Sou minha pessoa preferida no mundo porque tenho que me amar primeiro. Sou a melhor no que faço na minha própria opinião porque, se pensar um tiquinho a menos que isso, não chego a lugar algum.

Sou tudo isso porque não preciso esperar a aprovação do mundo para existir. Sou alguém. Sou eu mesma.

Simbiose

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Encaro a tela em branco mais uma vez. O que escrever? Sobre o que falar? O que vai ser dessa vez?

Estou tão acostumada com as palavras resolvendo minha vida. Desde sempre, se não consigo falar, consigo escrever. O que eu sinto, o que eu vejo, o que eu quero, tudo encontra uma tradução perfeita nas pontas dos dedos, no teclado, na tinta e no papel. Já criei pra mim essa convicção de que não tem nada que meia dúzia de palavras certas não possam fazer - exceto, talvez, criarem ideias.

Pois de que me adiantam as palavras certas se não tem nada pra expressar? Posso conhecer um dicionário inteiro e criar frases brilhantes, mas nenhuma delas fará sentido se não houver um sentimento, uma cena, um desejo a ser contado. Sou palavras, sim, mas também sou ideias, inspirações. Sou tão uma quanto as demais, tão intrinsecamente ligadas que elas coabitam e exigem de mim tudo ao mesmo tempo. Uma não existe sem as outras. A simbiose perfeita.

Então lá vou eu, encarando a tela em branco, esperando a boa vontade das minhas parasitas. Às vezes canso e fecho tudo, pronta para deixar pra outro dia. Às vezes, é na tela em branco que elas decidem aflorar. Não tenho como saber. Aguardo. Uma hora, elas fazem o que tem que fazer.

Copa das Casas #4 - Torta na Cara

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Copa das Casas #3 - Quem Disse?

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Copa das Casas #2 - Quem sou eu?

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Copa das Casas #1 - Stopotter

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Inacabado

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Outro dia estava me atualizando com os vídeos no Youtube e me deparei com uma atualização recente do canal Vlogbrothers, onde o autor John Green (você deve conhecer - americano, usa óculos, vendeu milhões com A culpa é das estrelas) falava sobre a pressão para escrever um novo livro depois do sucesso do seu último, e da aceitação de que talvez, só talvez, ele nunca mais venha a escrever outro livro.

Fiquei pensando naquilo depois que assisti. Foi engraçado ver que até um autor renomado como Green passa por um dilema tão parecido com o meu. É meio como aquela síndrome do impostor - você se convence de que não é capaz de nada, mesmo tendo todas as provas do contrário. E lá está ele, sem conseguir completar um único livro em quatro anos, lutando contra as cobranças e as pressões externas e internas.

Me lembrei de quantas vezes passei por crises como essa, ainda que em menor escala. Toda vez que entro em um bloqueio criativo, daqueles longos que duram meses, me pergunto se perdi a capacidade de escrever. Toda vez que termino algo que julguei ser muito bom, questiono se algum dia conseguirei escrever algo tão bom de novo. Sem querer, trato minha vocação como se fosse algum bem findável, uma bateria que, de tanto usar, pode acabar.

Mas não acaba - graças a Deus. Passam-se semanas, meses, talvez anos entre uma coisa boa e outra, mas elas vem. E nem só de histórias incríveis vive o escritor - às vezes tem coisas medíocres no meio. Tem páginas indo pra gaveta, pro lixo, pro esquecimento. Tem histórias inacabadas, e outras que se acabam e você se pergunta por que diabos sequer se deu ao trabalho. Tem ideias boas mal executadas, e ideias ruins bem feitas. E tudo isso faz parte. Porque ser escritor não significa publicar um livro. Significa escrever. O que vier. Sem questionar.

Então, é, John, pode ser que você nunca mais escreva outro livro. Ou que escreva, mas não seja tão bom quanto os outros. Pode ser que o mesmo aconteça comigo. Torço pra que não. Mas se for pra ser... então tudo bem.
 
Larissa Siriani | Copyright © Design por Naiare Crastt • Mantido pelo Blogger