Doze

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É oficial agora. Já estou há mais tempo sem você do que passamos juntos. Já faz algum tempo — oito de doze, se estivermos contando — mas é estranho mesmo assim.

Eu me pergunto se você também olha pro calendário e ainda se lembra. Se a senha do seu cartão ainda está lá pra te lembrar do passado. Se você também sente essa pontada no coração todo dia 26.
Não é amor, não mais; ou talvez seja, mas do jeito mais ínfimo possível. Amor por uma memória, por uma vida inteira que foi e a que poderia ter sido. Amor pelo primeiro amor. Ele sempre vai estar ali, eu acho. Fiz minhas pazes com isso, e com você.

Nesses últimos anos, passei por todos os estágios do luto. Houve um tempo em que essa data me deixaria pra baixo, pensando em tudo que eu queria que a gente ainda fosse. Já tem um tempo que não é mais assim. Hoje é um dia de lembranças, umas que não doem mais. Um passado que eu celebro.

Obrigada pelo dia 26, e por todos que vieram depois dele, felizes ou tristes. Obrigada por ter feito parte da minha história. Quatro de doze. Cada segundo valeu a pena.

ser quem é

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"Eles sabem?" pergunta ele.

"Sabem o quê?" retruca ela.

"Que você é assim. Assim, como quando fala comigo." responde ele.

Ela para por um segundo e pensa. Pensa se deve falar a verdade. E a verdade é que nem mesmo ela sabe. Não sabe quem é, em meio a todas as pessoas que precisou ser ao longo da vida. Não sabe se algum dia alguém a conheceria de verdade, se teria a chance de mostrar todas as facetas daquele ser complicado que ela é -- não sabe sequer se alguém gostaria de conhecê-la, se soubesse quem ela é. Se pudessem vê-la, nua e crua, ainda iriam gostar de sua companhia? Ainda gostariam de tê-la por perto?

Exceto ele, pensa. Para ele falou coisas que nunca disse antes. Baixou a guarda. Abriu-se. Mas talvez, pensa ela, só o tenha feito porque sabe, de alguma forma, que ele não é real; ou ao menos, não tão real quanto os outros. Ele não está ali. Ela não precisa ter que lidar com a pressão do seu julgamento.

"Não, não sabem," responde, por fim, baixinho. "Acho que ninguém nunca vai saber," acrescenta, e o pensamento a entristece, porque não é mais sobre os outros. É sobre ela, e como, no fundo, talvez nem ela mesma saiba quem é. Portou-se de tantas maneiras, escondeu tantas coisas, forçou-se a viver tantas verdades, que, no fundo, não sabe mais dizer se está apenas posando para si mesma ou se pode afirmar com segurança conhecer a si própria. 

Talvez seja tudo um grande jogo. Talvez ninguém se conheça de verdade.

Tudo bem

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Está tudo bem não estar bem por um dia, ou dois, ou dez. Tudo bem não querer encarar o mundo, querer se esconder debaixo das cobertas e chorar até o dia clarear. Está tudo bem se hoje o melhor que você pode fazer foi chegar até o fim do dia, foi não quebrar completamente, foi apenas sobreviver. Está tudo bem.

Também está tudo bem se você não quiser fazer nada hoje. O mundo não vai parar porque um dia, você pensou em si mesmo em primeiro lugar, e resolveu que sair da cama não te faria bem algum. Tudo bem se, só por hoje, você não quiser lutar, não quiser brigar, não quiser se importar muito com a vida. Você não é um robô. Você tem direito a ser quem é, a sentir o que sente. Está tudo bem.

Está tudo bem se você precisar cortar algumas coisas -- ou pessoas -- da sua vida. A gente aceita demais certas coisas, e aguenta muito mais do que deveria, e às vezes, o melhor que podemos fazer é dizer chega. Está tudo bem se você estiver no seu limite. Se você precisar dizer não a uns, evitar outros, se você precisar se afastar, tudo bem. Você é mais do que isso. Você merece ficar bem.

Hoje, está tudo bem. Só não estará bem quando os hojes se transformarem em sempre, quando você desistir completamente de você. Hoje, tudo bem descansar. É preciso. Amanhã, tenho certeza, você volta mais forte pra luta, e nas suas próximas batalhas, vencerá sem esforço. Hoje, respeite a si mesmo. Ouça seu corpo, sua mente. Por hoje, está tudo bem.


Próximos eventos

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Oi, galera! Tudo bem?

Maio chegou todo poderoso trazendo não só o lançamento de O amante da princesa, como também vários eventos! A partir dessa sexta-feira, vou passar por várias cidades diferentes autografando os livros e batendo papo com vocês, então resolvi fazer aqui um master post com todos os eventos que vão acontecer nas próximas semanas!

11/05: Lançamento do Princesas GPower em Brasília, DF, na FNAC do Park Shopping Brasília às 18h (confira o evento)
12/05: Lançamento do Princesas GPower em São Paulo, SP, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, às 16h (confira o evento)




26/05: Lançamento de O Amante da Princesa em Campinas, SP, na Livraria Leitura do shopping Parque D. Pedro às 15h (confira o evento)




27/05: Lançamento de O Amante da Princesa em São Paulo, SP, na Livraria Saraiva do shopping Pátio Paulista, às 15h (confira o evento)

02/06: Lançamento do Princesas GPower + O Amante da Princesa em Rio de Janeiro, RJ, na Livraria Cultura do Cine Vitória, às 14h (confira o evento)

ALGUMAS DÚVIDAS FREQUENTES:

  1. Vai ter bate-papo? -- nos eventos de SP (dia 27) e Campinas, SIM, e eles terão senhas limitadas, então fiquem espertos quando eu divulgar horários pra não perder a chance. Nos demais, a gente vai conversar com todo mundo, mas vai ser mais informal.
  2. Até que horas você fica no evento? -- Isso depende um pouco da lotação de cada dia, mas o previsto é que cada evento dure de 2 a 3h. A gente sempre avisa porque sabemos que muitas pessoas trabalham às sextas ou sábados e às vezes se atrasam, então não se preocupe porque sempre dá tempo!
  3. Posso levar outros livros no lançamento? -- PODE! Quem quiser trazer exemplares de Amor Plus Size ou de O Amante da Princesa nos eventos do GPower, ou de GPower nos eventos de ADP está liberado! Vou assinar tudo!
  4. Vai ter brinde? -- SIM, mas ainda não posso contar o que vai ser!
Vejo vocês lá?
 
Larissa Siriani | Copyright © Design por Naiare Crastt • Mantido pelo Blogger